Pesquisadores em Israel mostraram que as pessoas têm uma “impressão digital neural”: uma quantidade variável de atividade cerebral que é única e individual.

Estes resultados, publicados no eNeuro, prometem identificar e avaliar a gravidade dos distúrbios neurológicos e psiquiátricos. Estes incluem autismo e transtorno de déficit de atenção.

A maioria das pessoas assume que, quando vêem a mesma coisa repetidamente, seu cérebro responde de maneira idêntica e reproduzível.

Em contraste, as respostas cerebrais variam drasticamente de um momento para o outro. Mais importante, a magnitude dessa variabilidade é um traço individual estável. “Alguns de nós têm cérebros mais variáveis ​​e menos estáveis ​​do que outros. Isso é explicado pelo Dr. Ilan Dinstein, chefe do Centro de Autismo de Negev.

A impressão digital do cérebro

O mais interessante é que a magnitude dessa variabilidade cerebral é praticamente a mesma, independentemente do que os sujeitos estão fazendo.

Não importa se eles estão fazendo uma tarefa ou outra. Também é constante ao longo do tempo, mesmo quando testaram um ano depois. Tudo isso significa que cada um de nós tem uma magnitude específica de variabilidade cerebral. Esse traço cerebral é independente do que fazemos.

Experimento

No estudo publicado, 24 sujeitos completaram duas sessões experimentais separadas por um ano.

Cada sessão incluiu quatro experimentos de EEG que diferiam em sua estrutura, estímulo, demandas de atenção e cargas cognitivas.

No primeiro experimento, a tarefa foi fácil: os sujeitos observaram passivamente um anel de tabuleiro de xadrez em testes consecutivos.

No segundo experimento, a tarefa foi um pouco mais exigente. Os sujeitos apertaram um botão em resposta a um estímulo circular e outro botão em resposta a um estímulo triangular.

No terceiro experimento, a tarefa exige maior intensificação. Os sujeitos responderam apenas ao estímulo circular e tiveram que abster-se de responder aos triângulos.

Ou seja, a tarefa exigia inibição. No experimento final, as demandas por tarefas eram muito maiores. Cada participante teve que identificar se o estímulo atual (letra chinesa) era o mesmo que o mostrado acima.

Os indivíduos exibiram as mesmas magnitudes de variabilidade cerebral independentemente da tarefa que realizaram.

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