A tecnologia em neurociência deu um grande passo  ao desenvolver um dispositivo que consegue monitorizar a atividade neuronal enquanto o indivíduo se encontra em movimento.

Este dispositivo pode parecer arcaico – retirado de um mau filme de ficção científica – mas na verdade representa uma inovação tecnológica sem precedentes.

A maioria da tecnologia para monitorizar o funcionamento cerebral é gigantesca em termos espaciais: máquina fMRI que podem ocupar salas inteiras. O limite espacial da tecnologia a que até agora os cientistas tiveram acesso se revela também muitas limitações nas experiências que podem ser realizadas. por exemplo, é muito difícil monitorizar crianças e bebês e verificar empiricamente o seu desenvolvimento cognitivo porque eles não costumam estar muito quietos.

Este dispositivo foi desenvolvido por pesquisadores da Universidade de Nottingham e da University College London, do Reino Unido, e foi esta semana descrita na prestigiada revista Nature. Usa uma tecnologia denominada magnetoencefalografia (MEG) que mede os sinais magnéticos gerados pela atividade elétrica do cérebro no couro cabeludo.

Agora que este tipo de tecnologia foi reduzido basicamente ao tamanho de um capacete com a ajuda de alguns sensores externos, foi aberto um novo capítulo de possíveis pesquisas na neurociência.

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