Imagem: divulgação

Foi dado um grande passo para o desenvolvimento de vida artificial, cientistas conseguiram sintetizar com sucesso seis de 16 cromossomos de leveduras – estruturas moleculares que carregam genes.

Isso significa mais de um terço do caminho andado para sermos capazes de construir nossos próprios genomas de levedura a partir do zero, o que por outro lado, seria um enorme avanço para o desenvolvimento de vida em laboratório. A pesquisa, que está sendo realizada por centenas de cientistas, compõe o chamado Projeto de Genoma de Levedura Sintética. Eles estimam que essa forma de vida poderia ser concluída até o próximo ano.

“Isso é muito emocionante”, disse o geneticista Geoge Church, da Universidade de Harvard e que não esteve envolvido no estudo. “Eles têm abordado algumas das coisas mais difíceis. Os outros dois terços do genoma de levedura vão acontecer muito em breve”.

Graças à ferramenta CRISPR-Cas9, esse ramo conseguiu grandes avanços em relação à edição de DNA, permitindo que cientistas fossem capazes de criar maçãs que não escurecem e prevenir reinfecções de HIV em células humanas, por exemplo. No entanto, para este caso o objetivo era produzir um organismo unicelular completo em laboratório.

Embora o objetivo dos cientistas ainda esteja muito longe de ser alcançado, a pesquisa recente nos aproxima do método a ser usado efetivamente para escrever o código de um organismo artificial funcional. Algo semelhante já havia sido feito em uma bactéria chamada Mycoplasma genitalium, porém, o genoma da levedura é muito mais complexo. Se bem-sucedida, está será a primeira vez em que o genoma de um organismo eucariótico – mesmo domínio de animais e plantas – é sintetizado.

O processo, conforme descrito no estudo, envolve a construção de cromossomos de levedura a partir dos quatro blocos de construção química que compõem o DNA: adenina, citosina, guanina e timina. Em cada estágio, cromossomos naturais são cuidadosamente substituídos por versões sintéticas, e então a levedura é testada para ver se ainda funciona como deveria. Tudo isso só foi possível graças a um avançado programa de computador chamado Bio Studio, que permite que todos os “bugs” em um código sejam identificados e corrigidos antes de ser iniciado um próximo estágio.

Esse processo poderia permitir que os cientistas fizessem muito mais que uma levedura em laboratório. Espera-se que no futuro, isso possa ser usado na criação organismos sintéticos e personalizados, bem como medicamentos para tratar diferentes doenças ou na produção de biocombustíveis. No entanto, até o momento, os cientistas tentam apenas produzir seus próprios cromossomos de levedura e fazê-los funcionar como os naturais, o que resultou sete artigos sobre o assunto – publicados na revista Science.

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