Imagem: divulgação

Imagine nunca mais ter que se preocupar com mofo na sua comida novamente. Sem aquelas surpresas desagradáveis na geladeira que acabam desperdiçando seu dinheiro. Sim, isso está mais perto de acontecer do que você imagina, graças a pesquisa de Kirsty Bayliss.

Bayliss é da Universidade de Murdoch, na Austrália, e desenvolveu uma técnica para o tratamento de alimentos frescos com plasma e correntes elétricas para inibir o crescimento do mofo. É um processo livre de químicos e que cobre a superfície dos alimentos, matando esporos de bolores infecciosos.

A pesquisa até agora tem se concentrado em abacates e, caso dê certo, irá se estender a outros alimentos, incluindo legumes, pão, leite, carnes e queijo, segundo o site TreeHugger.

A tecnologia, chamada de “Breaking the Mold” (“Quebrando o Mofo”, em tradução livre), tem o potencial reduzir o desperdício global do alimento, já que o mofo é fator principal das enormes quantidades de comida jogada fora em todo o mundo – aproximadamente 30% de todo o alimento desenvolvido para o consumo humano.

“O desperdício de alimentos contribui para a insegurança alimentar – um país desenvolvido como os EUA ou a Europa desperdiça cerca de 100 quilos de alimentos por pessoa a cada ano. Se pudéssemos reduzir o desperdício de alimentos em um quarto, poderíamos alimentar 870 milhões de pessoas”, disse Bayliss em entrevista à rede ABC.

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Matar esporos de mofo também poderia tornar os alimentos mais saudáveis para o consumo humano, já que alguns produzem compostos tóxicos que são prejudiciais à saúde. A tecnologia do plasma mata as bactérias transmitidas pelos alimentos, como a salmonela e a listeria.

“A tecnologia é baseada na forma mais abundante de matéria no universo: plasma – é ele que mata os mofos que crescem em frutas e legumes, tornando os produtos frescos mais saudáveis ​​para consumo e aumentando a vida útil”, disse Bayliss.

Kirsty Bayliss está entre os 12 inovadores escolhidos em 2017 pelo projeto Launch Food Inovator, plataforma ligada a diversas agências oficiais dos EUA. Ela viajará a São Francisco para participar de um fórum para melhorar os resultados de saúde global e para se reunir com investidores, filantropos e empresas interessadas em usar sua tecnologia.

Após 18 meses de testes preliminares, a tecnologia “Breaking the Mold” está agora a ponto de se expandir para desafios maiores e trabalhar com instalações de produção comercial. Embora existam muitas versões caseiras dessa tecnologia, Bayliss e sua equipe dizem que “conseguiram criar uma que funciona melhor”.

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