Um novo metal líquido poderia ser a chave para entendermos o campo magnético da Terra

Imagem: Yale University

Pesquisadores desenvolveram um novo material a partir de metal líquido e partículas magnética que poderia nos ajudar a descobrir alguns dos mistérios do campo magnético do nosso planeta.

O material tem o potencial de reproduzir as condições encontradas nos núcleos de planetas e estrelas, dando aos cientistas a oportunidade de estudar esses fenômenos no laboratório sem ter que explorar o centro da Terra ou algum outro planeta.

O material tem a capacidade de gerar e manipular campos magnéticos até cinco vezes mais fortes do que aqueles metais líquidos gerados por conta própria, dizem pesquisadores da Universidade de Yale.

Isso é importante, porque apesar do fato de que o campo magnético do nosso planeta nos protege das duras condições do espaço, nós ainda não entendemos realmente como ele funciona.

Para modelar o que está acontecendo, os pesquisadores combinaram uma liga de índio e gálio chamada eGaIn com várias partículas magnéticas e não magnéticas, incluindo ferro e zinco.

O metal líquido também foi tratado com uma solução ácida para evitar a oxidação, e também para permitir que as partículas adicionadas submergissem completamente no metal.

“Conseguimos suspender quase tudo o que queríamos – aço, zinco, níquel, ferro – basicamente qualquer coisa com uma condutividade maior do que a do eGaIn”, disse Florian Carle, um dos pesquisadores.

Com maior condutividade elétrica e maior capacidade de manipulação de campos magnéticos, o material dará aos cientistas a chance de estudar mais de perto os efeitos da magneto-hidrodinâmica (MHD) – propriedades magnéticas de fluidos condutores que você normalmente teria que cortar um planeta ou estrela para ver.

Isso significa que agora podemos reproduzir no laboratório algumas das condições do mesmo metal líquido e campo magnético que acontecem no núcleo do nosso planeta. Nas palavras de Carle, nos dá a chance de “criar uma Terra menor” no laboratório.

Os cientistas tentaram modelar o núcleo da Terra antes, principalmente usando sódio líquido explosivo, mas a equipe diz que seu material é mais fácil de manipular e trabalha em uma escala menor.

Com o projeto os pesquisadores terão mais informações sobre como o campo magnético da Terra nos protege da radiação espacial, e quão forte é esse escudo.

As descobertas foram publicadas em Physical Review Fluids.

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