Na imensidão do espaço é difícil imaginar que estejamos realmente sozinhos. Mas, imagine por um instante que não estejamos sozinhos, mas na verdade, acompanhados de um número infinito de universos paralelos que contêm versões infinitas dos próprios seres humanos.

Em um universo você pode ser presidente dos Estados Unidos, enquanto em outro você poderia ser feito de gelatina. Esta é a teoria do “multiverso”, e um novo estudo descobriu que um misterioso “Ponto Frio” no espaço poderia provar que o universo é meramente uma eterna sequência de realidades. Por anos, os cientistas tiveram dificuldades para entender o“Ponto Frio”, que mede cerca de 1,8 bilhão de anos-luz.

Medições da radiação de fundo do universo descobriram que este local é mais frio do que seus arredores em torno de 0.00015 graus Celsius. Os pesquisadores haviam sugerido anteriormente que o local era mais frio simplesmente porque continha até 10.000 galáxias menos do que outras regiões comparáveis ​​do espaço. Mas um novo estudo mostrou que isso não poderia existir, o que significa que o “Ponto Frio” não pode ser explicado por qualquer “falta”de matéria.

Isso abre a origem do “Ponto Frio”a explicações mais peculiares, como sendo o que seria a prova do “multiverso”. “Não podemos excluir totalmente que o“Ponto Frio”é causado por uma flutuação improvável explicada pelo modelo padrão da física de partículas”, disse o coautor do estudo, Tom Shanks, um astrônomo da Universidade de Durham. “Mas se essa não for a resposta, então há explicações mais exóticas. A partir de uma análise mais detalhada, é possível prova que este é o caso, então o “Ponto Frio” pode ser tomado como a primeira evidência para o multiverso”, completou.

Se for verdade, o “Ponto Frio” poderia revelar que o cosmos contém um número infinito de universos paralelos contendo um número infinito de realidades. “Esses reinos incontáveis ​​se situam lado a lado em dimensões mais altas que nossos sentidos são incapazes de perceber diretamente”, escreveu o especialista em astronomia, Stuart Clarke no The Guardian. “Cada universo alternativo carrega sua própria versão diferente da realidade. Haverá um onde você escreveu esta coluna e eu a li… mesmo uma realmente estranha na qual Donald Trump usa o Twitter para espalhar nada além de divertidos vídeos de gatos”, completou.

O “Ponto Frio” foi produzido quando o universo se formou, há mais de 13 bilhões de anos. Ele foi visto pela primeira vez pelo satélite WMAP da NASA em 2004, um avistamento que foi confirmado pela missão Planck da ESA em 2013. Em vez de o “Ponto Frio” existir como único, o novo estudo sugere galáxias no local que se agrupam em torno de pequenos vazios que se espalharam sobre a região como bolhas. Mas esses aglomerados de galáxias não podem explicar a temperatura mais baixa do “Ponto Frio”.

Para provar que os clusters, computadores vagamente ou fortemente ligados que trabalham em conjunto para que eles possam ser vistos como um único sistema, são responsáveis ​​pela mancha anômala, os pesquisadores dizem que um modelo cosmológico não padrão é necessário. “Mas nossos dados colocam fortes restrições em qualquer tentativa de fazer isso”, disse o principal autor do estudo, Ruari Mackenzie.

As simulações do estudo mostram que há apenas uma chance de 2% que o “Ponto Frio” se formou aleatoriamente, ou seja – multiverso ou não – há muito mais pesquisa a ser feita nessa região misteriosa.

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