No Brasil, a cada 175 alunos que ingressam nos cursos de engenharia, apenas 95 concluem. Para a diretora de Inovação da Confederação Nacional da Indústria, – CNI e superintendente nacional do Instituto Euvaldo Lodi, – IEL, Gianna Sagazio, o alto índice de desistência mostra a fragilidade e a necessidade da modernização do ensino de engenharia, que, de acordo com ela, ainda segue o modelo idealizado há mais de 30 anos.

“O mundo está mudando bem rápido e a gente precisa preparar os nossos profissionais, os nossos engenheiros, para enfrentar esses desafios que já estão colocados aqui. Se a gente não tiver engenheiros preparados para os impactos dessa revolução digital, a gente não vai conseguir ser um país competitivo e nem gerar qualidade de vida para a nossa população”. Conclui Sagazio.

A especialista em educação em engenharia da Universidade de Brasília, – UnB, Maria de Fátima Souza, destaca que o baixo número de escolas de engenharia e a falta de adoção de tecnologias de ponta também colaboram para que o Brasil forme poucos engenheiros. Além do mais, o principal fator da desmotivação dos alunos está relacionado à forma como as disciplinas são desenvolvidas em sala de aula.

“Por exemplo, a parte de cálculo. Existe um problema grave que desmotiva os alunos e que talvez seja a razão dessas taxas altíssimas de evasão, que é o fato da disciplina de cálculo ser levada mais ensinando procedimentos para a resolução de problemas, do que necessariamente entendendo como você aplica os conceitos.” Diz Souza.

A CNI encaminhou, aos candidatos à presidência da República, propostas para a atualização do currículo dos cursos de engenharia. A modernização das diretrizes curriculares e metodologias, aprimoramento do sistema de avaliação e a valorização do trabalho dos docentes estão entre as principais propostas da indústria para o Brasil crescer.

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