Fábrica daThyssenkrupp situada em Poços de Caldas, MG

O termo Indústria 4.0 é de origem alemã e vem simbolizando o que chamamos de a 4ª Revolução Industrial. Tem por base a integração digital de todas as etapas da cadeia produtiva. O movimento Indústria 4.0 representa a quarta geração de mudanças disruptivas no conceito industrial, sendo elas citadas abaixo:

  • 1.0: Introdução das máquinas a vapor no processo de manufatura; século XVIII
  • 2.0: Advento da energia elétrica e a possibilidade de produção em massa (seriada), século XIX
  • 3.0: Era da Automação, com a inclusão de controles numéricos, robôs, sensores, etc; século XVIII
  • 4.0: Digitalização da indústria, com interconexão de equipamentos e fábricas, big data, etc; dias atuais

Como dito anteriormente sobre a origem do termo Indústria 4.0, a Alemanha é o berço da Industria 4.0. Naquele país, iniciativas públicas e também privadas fomentam o desenvolvimento de melhores práticas para a digitalização industrial, que incluí a promoção de ideais como interoperabilidade, transparência da informação e tomada descentralizada de decisões.

O termo abrange tecnologias para automação e troca de dados e utiliza conceitos de Big Data, IoT e Robótica.

  • Big Data: do conceito, é permitido extrair informações e também conclusões a partir do elevado número de dados que são gerados ao longo de toda a cadeia produtiva. Como por exemplo, transformar insights coletados a partir de sensores, movimentações do mercado, ou até mesmo do balanço de produtividade das plantas em melhorias para o negócio.
  • IoT: a Internet das Coisas, termo bastante cogitado nos dias atuais, este possibilita a comunicação e a interconexão em tempo real entre fábricas, máquinas e até mesmo produtos, independentemente de sua localização geográfica.
  • Robótica: Que os robôs estão cada vez mais compatíveis com o ser humano, ninguém tem dúvida né? Eles detectam a presença do operador e trabalham em conjunto com ele, sempre de forma inteligente e claro, autônoma.

Como podemos ver, a Indústria 4.0 irá facilitar a visão e execução de chamadas “Fábricas Inteligentes” com as suas estruturas, que por sua vez são modulares, os sistemas ciber-físicos monitoram todos os processos físicos, criam assim uma cópia virtual do mundo físico e tomam decisões que são descentralizadas. Já com a Internet das Coisas, os sistemas ciber-físicos irão se comunicar e cooperar entre si e com os humanos em tempo real, e através da computação em nuvem.

A empresa que vem liderando esse movimento, o da Indústria 4.0, é a empresa alemã Thyssenkrupp. Citando exemplo, a fábrica da Thyssenkrupp de componentes automotivos que foi inaugurada em 2015 em Poços de Caldas, interior de Minas Gerais, que na qual produz produz eixos de comando de válvula para veículos leves, tecnologias modernas estão em harmonia e processos estão interconectados em toda as etapas da cadeia de produção. Assim, é possível relacionar o mundo dos sistemas físicos com as redes de dados, constituindo o “sistema ciber-físico”.

Pra se ter uma ideia, a linha inteira de produção da Thyssenkrupp é monitorada em um ambiente todo virtual, com o processo de montagem feito por robôs industriais que trabalham em velocidade altíssima, fornecendo uns aos outros peças que precisam trabalhadas. Cada etapa do processo é cuidadosamente e rigorosamente monitorado por sensores que enviam dados em tempo real a um sistema de controle. Só assim, com esse alto nível de precisão as características finais de cada unidade pode ser garantida.

Outro grande benefício da Indústria 4.0, empregada no caso na planta da Thyssenkrupp em Poços de Caldas, MG, é que o modelo de produção é totalmente adaptável e flexível. As linhas e os equipamentos de montagem podem sofrer influência, isto é, serem remodeladas em qualquer momento para uma nova formulação, resultando assim em maior flexibilidade, com ganhos resultantes na eficiência, otimização da qualidade e claro, na redução de custo.

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