Terça – feira, 10 de Abril, 7h19 me desperto com a cama trepidando, escuto os talheres balançando, tudo estava tremendo no apartamento do 15º andar. Durou cerca de 1 minuto, ou nem isso, o meu primeiro tremor aqui no Chile, com magnitude de 6,2 e epicentro a 120Km ao sul-sudoeste da cidade de Coquimbo, aproximadamente 460Km de distância de Santiago. Mais tarde desci para ir a aula e conversei com o porteiro sobre o ocorrido, os chilenos já estão tão acostumados que ele me disse que nem sentiu o tremor, sorriu e me disse para ficar tranquila pois o edifício onde estou morando, havia resistido sem problemas ao último terremoto mais forte, em 2010. 

Ocorreu ao longo da costa da Região de Maule em 27 de fevereiro de 2010, às 3h34, atingindo uma magnitude de 8,8 na escala e durando três minutos. O terremoto também foi sentido em Santiago, assim como tremores foram sentidos em muitas cidades argentinas, mais ao sul no Peru e até mesmo em algumas regiões no Estado de São Paulo. Alertas de tsunami foram emitidos por 53 países e um tsunami foi registrado, com ondas superiores a 2,6m no mar de Valparaíso, Chile. Este foi o segundo maior terremoto já registrado no Chile.

Pois então galera, o Chile se encontra 2 vezes no ranking dos terremotos mais fortes do mundo, estando em 7º lugar com o sismo citado acima e desde 1960 liderando em primeiro lugar com o pior terremoto já registrado no mundo. Na noite de 22 de maio de 1960, foi atingido por um terremoto de magnitude 9,5 na escala. Aproximadamente 1,6 mil pessoas morreram, 3 mil ficaram feridas e mais de 2 milhões perderam suas casas. O prejuízo estimado para o Chile foi de US$ 550 milhões, ou R$ 1,2 bilhão (em valores atuais). O terremoto foi seguido por um tsunami, que deixou 61 mortos no Estado americano do Havaí, 138 no Japão e 32 nas Filipinas. 

Devido as inúmeras ocorrências de tremores no Chile e também levando em consideração aos terremotos mais fortes que geraram tantos prejuízos ao país, os chilenos vêm se especializando e tomando medidas de precaução contra os eventos. Este é um dos motivos dos cursos de Engenharia Civil e Arquitetura serem tão fortes e recomendados no país. As construções já são planejadas para suportar o máximo possível, sem prejuízos ou deteriorações, os tremores que ocorrem. Dentro das casas e apartamentos, os fogões foram sendo substituídos pelo conhecido “cooktop”, para evitar o risco de explosões. As luminárias são posicionadas nos cantos do ambiente, pois se instaladas ao centro, em um tremor as chances de machucar alguém seriam maiores. Ao visitar Viña del mar e Valparaíso, também pude observar as inúmeras placas indicando “Rota de fuga de Tsunami”, o que é muito comum em todas as cidades da costa. 

Estes são mais alguns fatos sobre esse país que já se reconstruiu diversas vezes e que vem trabalhando e evoluindo constantemente para aprimorar seus recursos e evitar catástrofes devido aos terremotos. Me despeço deixando o mesmo conselho que me deram “Se não ver nenhum chileno correndo, pode ficar de boa!”, e também deixando um salve de admiração ao “CHI – CHI – CHI  LE –LE –LE, Viva Chile.” 

Um pouco de meus passeios por Valparaíso e Viña del Mar

Besos, Duda. 

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