No Reino Unido alguns pesquisadores da Universidade de Oxford fizeram uma pesquisa com sobre 700 profissões e apontaram quais delas têm mais chances de serem substituídas por robôs.

Por meio de uma metodologia elaborada, os cientistas conseguiram estimar as chances de um emprego ser automatizado, graças a uma nova fase do avanço da tecnologia sobre os cargos.

Essa não é a primeira Revolução que estamos passando, no passado a Revolução Industrial, que ocorreu na Europa entre os séculos XVIII e XIX, foi uma época em que o mundo experimentou uma transição do processo de manufatura artesanal para o de máquinas. Séculos depois, com o advento do avanço da tecnologia, vimos as máquinas substituírem os trabalhos mais simples, especialmente nas linhas de montagem. Agora, com o avanço da robótica e inteligência artificial, o que devemos aceitar é que nenhum cargo está livre da automação.

“No passado, isso estava restrito a atividades repetitivas”, disse o pesquisador Carl Frey, da Universidade de Oxford, no Reino Unido, à BBC. “Agora, há um imenso volume de dados sendo gerados. A tecnologia de computação se sofisticou. Equipamentos eletrônicos usados na robótica estão melhores e mais baratos“.

Isso permite identificar padrões e automatizar atividades não repetitivas, como fazer uma tradução ou dirigir um carro, coisas que não acreditávamos que podíamos automatizar há uma década”.

Em seu estudo, realizado ao lado de Michael Osbourne, um especialista sobre o tema, Frey analisou um total de 702 tipos de profissões de “colarinho branco” com salários anuais superior a 40 mil libras (cerca de R$ 160 mil). Sua intenção era identificar quais corriam mais risco de serem automatizadas.

Ele verificou então, segundo cálculos, que no topo do ranking estavam profissões como: agente de crédito (98,36%), analistas de crédito (97,85%) e corretores de imóveis (97,29%). Além destes, profissões como gerente de remuneração e benefícios (95,57%), atendente em agências de correios (95,41%) e operador de usina nuclear (94,68%) também estão bastante ameaçados. Segundo ele, são os empregos dos setores de prestação de serviços, vendas, construção e telemarketing que estão fadados a serem executadas cada vez mais por máquinas.

Em alguns países, cargos de caixas (em banco ou supermercados) já foram substituídos por computadores. Os próximos profissionais a serem substituídos, segundo as previsões dos especialistas, serão funcionários do setor de transporte e logística e apoio administrativo.

Entretanto, Frey argumenta que profissões que requerem originalidade e inteligência social serão as mais difíceis de serem automatizadas – embora nada seja impossível. Isso porque, quanto mais uma tarefa exige este de tipo de habilidade, mais complexa ela é em termos de percepção sensorial e manipulação de objetos físico. Logo, menores são suas chances de serem executadas por um computador.

Considerando este argumento, as profissões menos ameaçadas seriam: supervisor de trabalhos mecânicos, instaladores e reparadores (0,30%), diretor de gerenciamento de emergências (0,30%), audiologistas (0,33%), terapeuta ocupacional (0,35%), ortodontista e especialista em prótese (0,35%) e cirurgião bucomaxilo-facial (0,36%).

Profissões que envolvem gestão, negócios, finanças, educação, artes, mídia e saúde, bem como ciência e engenharia, aos olhos dos pesquisadores, parecem bastante protegidas em razão dos altos níveis de inteligência criativa exigidos.

TOP 10 das profissões mais ameaçadas

1 – Agente de crédito

2 – Analista de crédito

3 – Corretor de imóveis

4 – Gerente de remuneração e benefícios

5- Atendentes de agências dos correios

6 – Operadores de usinas nucleares

7 – Analista de orçamento

8 – Contador e auditor

9 – Técnico de geologia e petróleo

10 – Operadores de estações de exploração de gás

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