Creio que não haja nada mais criativo do que a própria natureza! Paciente na evolução de suas criações, aprendendo com os erros, resiliente, caótica, etc. – perfeita, dentro de características inovadoras! Então, porque não aprender com ela e tentar imitá-la na solução de nossos problemas?

Uma modesta tentativa de exemplo: vivemos atualmente com um sério problema de segurança residencial, com sistemas de prevenção através de soluções pontuais como cercas elétricas, alarmes, etc. Mas já presenciei, e várias vezes, o fato de que quando um alarme soa, não se sabe onde… Então, não é possível fazer nada por nosso vizinho!

No entanto, em um formigueiro, que tem uma organização social mais do que perfeita, os alarmes soam para toda a comunidade!  Como? Cientistas descobriram, com microfones e alto-falantes miniaturizados, que as formigas emitem diversos sons, utilizando determinado tipo de fricções em seus próprios corpos… Os mais urgentes, como os de proteção à rainha, podem alcançar até sessenta centímetros, o que no mundo das formigas é uma distância considerável…

Então, por que não reproduzir este “sistema” com nossa tecnologia? Como fazer? Aqui vai uma proposta: equipar os nossos alarmes com as sirenes normais, mas também com sirenes bem potentes emitindo tons na faixa dos ultrassons, inaudíveis ao ser humano, mas com um bom alcance. Cada residência de um conjunto de vizinhos teria um código específico, de modo que ao tocar a sirene em uma das residências, todas em volta receberiam o sinal. Então, teriam indicado em um painel de seu próprio alarme qual dos vizinhos estaria com problemas, e então poderiam intervir do modo mais conveniente…

O sistema de ultrassons poderia ser substituído, mantendo o conceito, por sinais de radiofrequência, o que poderia aumentar o alcance deste “formigueiro atento”, até para zonas rurais…

É apenas um conceito, que teria que ser convenientemente trabalhado. Mas aqui fica o exemplo de uma solução natural bem eficiente…

No entanto, teríamos que desenvolver uma “mentalidade de formigas”, e ajudar-nos mutuamente. Este é outro problema… Mas, vamos acreditar no ser humano, é melhor!

 

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É graduado em Engenharia Elétrica (Instituto Nacional de Telecomunicações – INATEL), e pós-graduado em Docência do Ensino Superior em Educação. Foi professor, desde 1964, em diversos cursos técnicos, de engenharia, e de extensão, em diversas áreas técnicas, bem como em empreendedorismo e inovação. Também criou e coordenou diversas atividades ligadas ao desenvolvimento do empreendedorismo, no Inatel. Atualmente participa de programas de extensão e pesquisa ligados ao empreendedorismo, criatividade e inovação.