Já se foi o tempo no qual visualizar um engenheiro em operação seria ter a imagem de um profissional todo bem vestido, de uniforme e capacete, dando ordens diversas para a boa execução de um determinado projeto, ou debruçado sobre uma bancada, desenvolvendo coisas bacanas com suas esotéricas regras matemáticas… Tudo bem, isto existe também! Mas o engenheiro moderno deve agora também saber operar em outros campos, trazidos pelos novos tempos… Sua engenharia agora passa ter seu natural sentido social fortemente acrescido de outras nuances, sendo que sua engenharia deve ser sempre considerada “de” e “para” a sociedade…

É o que discutiremos neste e nos próximos “Engenharia em Pauta”. Vamos lá?

Em primeiro lugar, deve-se considerar a “tecnologia”. Esta evoluiu tanto nos últimos anos, que há uma forte necessidade de que o engenheiro atual esteja apto a:

  • Aplicar os conhecimentos que desenvolveu na sua formação de forma eficaz e correta, de modo que sempre esteja pronto para atuar em todos os aspectos tecnológicos envolvidos no problema a resolver, inclusive os apresentados pelas novas tecnologias;
  • Sempre estar “aprendendo a aprender” – a tecnologia evolui de forma tão rápida que a necessidade de aprendizagem é e sempre será uma constante;
  • Desenvolver constantemente seu espírito criativo e inovador;

Daí a necessidade de uma formação diferente da qual é dada atualmente pelas faculdades de engenharia, na maioria dos casos. Agora, é importante o engenheiro desenvolver-se, e muito bem, apenas nos aspectos básicos de sua área, e não em nos detalhes, que mudam com grande velocidade; precisa ser constantemente desafiado, na faculdade, a desenvolver coisas novas, e em equipes multidisciplinares; e não deveria receber “pacotes prontos” de informação, mas sim garimpar, com a devida orientação, o que necessita para aprender…

Parece que a reforma do ensino médio vai mais ou menos nesta direção… Mas será que as faculdades de engenharia acompanharão seus conceitos de flexibilização de currículos e de possibilidade de escolha, dento da vocação do aluno?

Tomara!

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É graduado em Engenharia Elétrica (Instituto Nacional de Telecomunicações – INATEL), e pós-graduado em Docência do Ensino Superior em Educação. Foi professor, desde 1964, em diversos cursos técnicos, de engenharia, e de extensão, em diversas áreas técnicas, bem como em empreendedorismo e inovação. Também criou e coordenou diversas atividades ligadas ao desenvolvimento do empreendedorismo, no Inatel. Atualmente participa de programas de extensão e pesquisa ligados ao empreendedorismo, criatividade e inovação.