Em diversos “Engenharia em Pauta” anteriores, já tive a oportunidade de comentar sobre a próxima “onda de futuro” que se aproxima rapidamente. E isto é importante para todos, pois impactará de modo definitivo a nós, engenheiros, e a sociedade, de modo geral. Isto já aconteceu, por exemplo, com o rápido advento das redes sociais, que impactou fortemente a todos nós, mudando os modelos e tipos de negócios, a comunicação entre as pessoas, compartilhamento de informações falsas com graves danos, modelos de educação, etc.

Mas existem, a meu ver, dois grandes problemas a sanar que, se forem resolvidos, poderão nos ajudar a “surfar esta onda” com mais facilidade e menos danos. Quais são eles?

O primeiro, devido à rápida vinda da “onda”, a compreensão sobre ela está em nível bem baixo em relação ao que seria preciso. Tenho conversado com muitas pessoas, algumas com bom nível de liderança e mesmo de autoridade, e tenho percebido um perigoso desconhecimento do que está por vir. E isto é natural, devido à dificuldade em aceitar novos paradigmas (e isto é típico do ser humano…) e ao alto grau de atividades que estas pessoas desempenham, devido ao mau uso do que já temos em termos de tecnologia, o que as impede de estudar e refletir sobre o que está vindo… O segundo problema é que, de certo modo, este desconhecimento se reflete na sociedade de modo geral, o que a impede de fazer um esforço conjunto para refletir, como sociedade, o que poderemos obter de bom com as novas tecnologias.

Diga-se, de passagem, que isto sempre aconteceu. Por exemplo, quando do advento do automóvel, as pessoas corriam de medo daquele “monstro mecânico”… E quantos “cavalos” têm o motor de seu carro? Antigamente, seu modo de trafegar só tinha normalmente um, o seu único “cavalo”. Os mais abonados tinham carruagens, com dois ou mais “cavalos”…

Mas tudo isto tem solução, mais lenta se natural, e mais rápida se compreendermos que temos de estudar, refletir, e divulgar tudo isto. De modo particular, este é um grande papel do sistema educacional, pois é nele que se fundamenta a educação e formação para a vida.

Mas então cabe uma pergunta que chega a doer: estará o sistema escolar, crivado de paradigmas antigos e ultrapassados, pronto para esta importante função?

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