Uma vez, ouvi dizer que “a mesa de escritório é o limite para o qual tende a carreira do engenheiro…”. Em certa razão, esta é uma realidade de nossa carreira: as pesquisas mostram que engenheiros bem sucedidos muito provavelmente tornam-se CEO’s de grandes empresas, ou executivos de grande sucesso. Não há nada de novo ou estranho nisto: nossa formação nos dá grande “abertura de cabeça”, e extrema versatilidade. “Aprendemos a aprender”, o que nos dá grande facilidade de migração para outras áreas congêneres, ainda levando e usando nossos conhecimentos e habilidades…

E então temos que nos tornar mais sensíveis às necessidades humanas, como esta “segunda historinha” nos mostra: em mais uma época de crise em nosso país (que novidade…), um engenheiro-administrador reuniu sua equipe, e após mostrar uma possível melhoria das perspectivas no mercado no qual eles atuavam, citou que se não fosse um esforço extra de toda a equipe, haveria risco para seus empregos. 

Afinal de contas, isso era uma realidade, indiscutível. Mas, em médio prazo, notou-se na equipe certa falta de motivação, e, pior ainda, um grave problema: falta de comprometimento, falta de “intraempreendedorismo”, e até alguns pedidos de demissão de membros importantes da equipe. Problema!

O que deve ter ocorrido? Você, prezado leitor, prezada leitora, já deve ter percebido: depois do estímulo à motivação, com as boas noticias em relação a uma possível melhoria do mercado, o que foi bom, veio o “balde da água fria”, justamente sobre os dois primeiros níveis, os de “segurança”, e, em consequência, os de “necessidades fisiológicas”. E sem eles, nada além, em termos de motivação, “funciona”…

Pois é, a “Teoria das Necessidades de Maslow” funciona mesmo, e é um grande guia para uma gerência eficaz… Principalmente com a nova geração de profissionais, como por exemplo, os da “Geração Y”… Eu afirmaria, sem medo de errar, que sua utilização correta é mandatória, inclusive suscitando benéficas alterações em modos de projetar e produzir, bem como em novos tipos de organização, modelos de organograma, etc.

Boa “Gerência/ Maslow” para você…

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É graduado em Engenharia Elétrica (Instituto Nacional de Telecomunicações – INATEL), e pós-graduado em Docência do Ensino Superior em Educação. Foi professor, desde 1964, em diversos cursos técnicos, de engenharia, e de extensão, em diversas áreas técnicas, bem como em empreendedorismo e inovação. Também criou e coordenou diversas atividades ligadas ao desenvolvimento do empreendedorismo, no Inatel. Atualmente participa de programas de extensão e pesquisa ligados ao empreendedorismo, criatividade e inovação.