Temos conversado bastante sobre engenharia e criatividade. Aliás, a boa prática da engenharia inovadora é profundamente ligada ao nosso espírito criativo.

E aí temos um problema, sobre o qual temos que pensar. Todos nós passamos por todos os ciclos escolares regulares, até chegarmos ao curso superior e mesmo pós-graduação; mas, enquanto fomos nos desenvolvendo como cidadãos e  profissionais, geralmente fomos perdendo nossa criatividade original, aquela com a qual nascemos e fomos crianças, conforme já foi comentado em outros “Engenharia em Pauta”. Que coisa estranha! Será que isto acontece mesmo?

Pois é, em pesquisa muito profunda sobre este assunto, LAND e JARMAN (1), estudaram o nível de criatividade de 1.600 crianças de 5, 10, e 15 anos, em relação a uma situação ideal, vamos supor, de 100% de criatividade original. A criatividade “residual” medida foi:

5 anos:         98%

10 anos:        30%

15 anos:        12 %

E, quando fizeram a pesquisa em mais de 280.000 adultos com mais de 25 anos, o resultado foi:

+ 25 anos:     02%

Que problema, não? Aqui não nos cabe investigar as causas desta perda de nossa capacidade original de pensar criativamente, ou mesmo de manter em bom nível nossa criatividade original. Aí teríamos que estudar nossos “modelos mentais”, desenvolvidos ao longo de nossa vida escolar, nossos hábitos e rotinas, educação familiar, valores e costumes da sociedade na qual vivemos, etc. Muita coisa!

É, temos que pensar mais sobre este assunto, já que saber utilizar a criatividade é fundamental para nós todos, principalmente se formos engenheiros…

Referência:

  • LAND, G.; JARMAN, B. Breakpoint and Beyond: Mastering the Future Today. New York: Harper Business, 1993.
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