Geralmente a “colocação em marcha” de uma inovação pode dar origem a dois comportamentos:

– O primeiro é a aceitação plena, com grande sucesso. Isto se dá, por exemplo, com um produto ou serviço que vá plenamente de encontro à necessidade ou desejo do segmento “consumidor” (mesmo que o mesmo seja constituído de “clientes internos”…), ou melhore significativa e visivelmente o desempenho de uma instituição ou empresa, ou setor dela que visivelmente tenha problemas, problemas estes sentidos por todos os envolvidos;

– O segundo é a rejeição, parcial ou mesmo total, o que inclui, geralmente, a desqualificação de quem ou deu a ideia inovadora ou a implantou. Este é um comportamento humano normal, porque “mudar coisas ou situações” tira as pessoas das suas “zonas de conforto”, e as assusta com o novo ambiente. Isto ocorre principalmente em instituições conservadoras e cristalizadas em sua atuação há longo tempo.

No entanto, no segundo caso, já é de conhecimento geral de que, se a inovação agregar realmente valor, à rejeição inicial seguir-se-á uma “observação” do que realmente está ocorrendo, e, se tudo correr bem ou os eventuais problemas forem rapidamente corrigidos, vem a aceitação plena do novo método.

Esta “rejeição” é um bom problema para um gestor inovador, que terá que lidar com ela com calma, paciência, e respeito às pessoas, mas que às vezes terá que agir firmemente, para o bem da instituição ou empresa…

No próximo “Engenharia em Pauta” veremos algumas dicas para lidar com esta situação. Até lá…

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É graduado em Engenharia Elétrica (Instituto Nacional de Telecomunicações – INATEL), e pós-graduado em Docência do Ensino Superior em Educação. Foi professor, desde 1964, em diversos cursos técnicos, de engenharia, e de extensão, em diversas áreas técnicas, bem como em empreendedorismo e inovação. Também criou e coordenou diversas atividades ligadas ao desenvolvimento do empreendedorismo, no Inatel. Atualmente participa de programas de extensão e pesquisa ligados ao empreendedorismo, criatividade e inovação.