Creio que não restam dúvidas quanto à necessidade de mudanças no “ensino” (melhor seria “formação” dos engenheiros…) Já conversamos sobre a necessidade de conscientizar a todos da academia a respeito deste assunto (todos mesmo – administração, docência e discência), além de ousar propor algo a respeito. Agora, a questão é: como proceder à estas mudanças.

E este é um assunto bem complexo, sobre o qual gostaria de apenas deixar algumas ideias, que me parecem basilares, já que não restam dúvidas de que o perfil do trabalho, empregado ou autônomo, está mudando, e mudará cada vez mais – daí, haverá necessidade de novos perfis e qualificações para o sucesso neste novo ambiente. O que podemos então fazer?

Algumas ideias:

  • De modo geral, a metodologia utilizada nos cursos deve ser a que propicie a absorção dos conceitos mais básicos de cada disciplina, como comentado à frente, sendo que os mesmos deverão ser utilizados gradativamente em situações reais de engenharia, demandando criatividade, raciocínio lógico, bem como as outras habilidades comuns aos engenheiros;
  • Os cursos de engenharia devem ser trabalhados apenas nos aspectos básicos de cada ciência estudada, como matemática, física, e outras ciências de interesse de cada carreira. Estas “bases” é que serão utilizadas durante toda a carreira do engenheiro, já que a tecnologia, em si mesma, evolui muito rapidamente, mas sobre o que foi “apreendido” nas referidas “bases”…
  • No entanto, estas “bases” devem ser intensamente cobradas em sua aprendizagem, já que têm que ficar realmente conhecidas e utilizadas pelo aluno; 
  • Daí, a metodologia a utilizar tem que ser estruturada de forma que o aluno “aprenda a aprender”, já que utilizará esta habilidade durante toda a sua carreira, não dependendo da tecnologia da qual dispõe agora e na que disporá no futuro;
  • Esta proposta poderá minorar inclusive o problema da carga horária excessiva, com conteúdos muitas vezes desnecessários e em rápida obsolescência; ouso até afirmar, com base em cursos de engenharia modernos praticados em outros países, que aí o tempo de formação do engenheiro poderia ser até reduzido;
  • Em época de grande compartilhamento de informações, este deve ser incentivado, até por meios digitais; além disto, o trabalho em equipe, se possível multidisciplinar (até com outros ramos do conhecimento humano), deve ser muito praticado;
  • A pesquisa deve fazer parte efetiva da formação do engenheiro, bem como a extensão, esta de modo bem realista e eficiente;
  • O Meio Produtivo sempre deve fazer parte da academia, em conselhos consultivos, avaliação dos resultados gerais da formação, integração com a pesquisa e a extensão, etc.

É, não é fácil… Mas mandatório, em médio e curto prazos!  Basta entender que a mudança é possível e necessária, e fazer acontecer!

Achou útil essa informação? Compartilhe com seus amigos! xD

Deixe-nos a sua opinião aqui nos comentários.

Compartilhe:
Publicação anteriorArgentino criou o pâncreas artificial mais eficiente que existe
Próxima publicaçãoNão compre um Smartphone sem antes ver essa lista com os que recarregam mais rápido
É graduado em Engenharia Elétrica (Instituto Nacional de Telecomunicações – INATEL), e pós-graduado em Docência do Ensino Superior em Educação. Foi professor, desde 1964, em diversos cursos técnicos, de engenharia, e de extensão, em diversas áreas técnicas, bem como em empreendedorismo e inovação. Também criou e coordenou diversas atividades ligadas ao desenvolvimento do empreendedorismo, no Inatel. Atualmente participa de programas de extensão e pesquisa ligados ao empreendedorismo, criatividade e inovação.