Não restam dúvidas de que a resposta é um grande “SIM”! Justifico esta minha opinião: em primeiro lugar, o que temos atualmente é um currículo de ensino médio engessado, e, principalmente com muito conteúdo. O problema é que nos cinco primeiros anos do chamado “Ciclo Fundamental”, que inicia a escolaridade formal, os alunos participam de diversas atividades, lúdicas, artísticas, etc., direcionadas ao desenvolvimento de conhecimentos relativos ao seu mundo pessoal, familiar, e social – a multidisciplinaridade (o exame, avaliação e definição de um único objeto sob diversos olhares de diferentes áreas de conhecimento)  é regra, e isto é bom.

Já nos anos finais deste ciclo, começam os problemas: em um período crítico de sua vida, que é a pré-adolescência e a adolescência, os alunos irão encontrar um sistema escolar bem novo e diverso do que viveram até então…  Agora, eles terão aulas estanques com professores distintos, cada um ocupando uma disciplina, e um montão de coisas novas a aprender, sendo que a multidisciplinaridade a que estavam acostumados não existe mais. Que confusão!

E este problema se avoluma no “Ensino médio”. O que era conjunto, sob o ponto de vista de aprendizagem, é agora organizado sob forma de “caixinhas”, ou “gavetas”, nas quais cada docente procura fazer o melhor trabalho que achar conveniente, com o conteúdo despejado de forma a enchê-las… E ainda mais: este ambiente é ainda mais “turvado” devido à preparação mecânica para o exame vestibular, Enem, etc. Não pode dar certo, sob o ponto de vista de efetiva aprendizagem e motivação.

Ora, normalmente este modelo se reproduz no ensino superior. E no caso da moderna engenharia, na qual a visão sistêmica é fundamental, torna-se um desastre – na maioria dos casos, o que se vê é um preenchimento de “gavetas” de informações (não conhecimento…), mais ou menos cheias para a utilização momentânea em “provas”. E depois, afirma-se que o aluno não tem interesse nas aulas, e mesmo no curso…

Outro ponto importante na flexibilização é que permitirá ao aluno do ensino médio perceber, mesmo que levemente, sua vocação. Pense no seu ensino médio: você adorava ou não suportava a matemática, ciências, etc.? Ou preferia e curtia as disciplinas ligadas às ditas ciências humanas? E em que trabalha hoje? Percebeu o motivo desta minha pergunta?

Vamos continuar pensando sobre esta “reforma”, que até então parece mostrar-se realmente necessária? Até a próxima, para aprofundarmos este assunto…

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É graduado em Engenharia Elétrica (Instituto Nacional de Telecomunicações – INATEL), e pós-graduado em Docência do Ensino Superior em Educação. Foi professor, desde 1964, em diversos cursos técnicos, de engenharia, e de extensão, em diversas áreas técnicas, bem como em empreendedorismo e inovação. Também criou e coordenou diversas atividades ligadas ao desenvolvimento do empreendedorismo, no Inatel. Atualmente participa de programas de extensão e pesquisa ligados ao empreendedorismo, criatividade e inovação.