Uma vez, em conversas informais com alguns ex-alunos, o “papo” que foi se desenvolvendo bem pode dar origem à nossa conversa desta semana. Eles estavam pensando em reformular suas vidas, porque sentiam que estavam gradualmente encaminhando-se para simplesmente ganhar o suficiente (e quanto seria este suficiente?) para “pagar as contas” e sobrar um pouco, e daí, no restante do tempo, fazer o que gostariam mesmo de fazer, e se isto desse dinheiro, ótimo… Senão, ótimo também… 

Daí eu apreciar tanto o empreendedorismo que procuro divulgar: aquele que valoriza a autonomia e a autorrealização, a vocação pura, o despertar do sonho estruturante (aquele que “vem de dentro”, o que dá sentido à vida…), não necessariamente realizado na abertura de uma empresa, mas naquele que torna realmente feliz aquele que o busca realizar, em qualquer campo de atuação, mesmo que aos olhos dos outros seja considerado simples ou mesmo corriqueiro e banal. Portanto, aí seguramente temos uma das origens da felicidade, pessoal e profissional…

Para consolidar minhas opiniões sobre o real sentido do empreendedorismo no qual acredito, gostaria apenas de citar duas opiniões de peso a respeito desta verdade a respeito do empreendedorismo:

David McClelland (1917 – 1998, psicólogo americano, autor da conhecida teoria da Teoria da Motivação pelo Êxito e/ou Medo):

  • David C. McClelland – que também deu início à contribuição das ciências de comportamento para o empreendedorismo. Nestas bases, ele definiu que o empreendedor tinha uma “cultura generalizada de realização”, que se caracterizava como “o desejo de fazer algo por fazê-lo, mais do que com fins de poder, amor, reconhecimento ou se desejar, lucro”.
  • Bezamat de Souza Neto (1), “O restabelecimento da autonomia produtiva é capaz de proteger a liberdade individual e pode constituir uma atenuante para o caráter ‘laboral’ da sociedade contemporânea. Esta é uma parte importante da condição libertadora do empreendedorismo: ele é um agente de mudanças, realizadas a partir de uma visão mais completa do mundo do trabalho, e pela prática da mais alta atividade humana, que á a de pensar”.

Daí pode ser percebido que o ato de “empreender” é algo nobre para o ser humano, no seu sentido de liberdade de escolha, do pensar de modo maduro sobre o que se quer da vida, de correr atrás de seus sonhos ou vocação, de procurar o sucesso dentro de seu real conceito, e não de algo que lhe foi imposto de “fora”, por razões de família, pressões sociais, mídia, etc. Legal, não é?

Referência:

  1. SOUZA NETO, BEZAMAT. Contribuição e elementos para um metamodelo

       empreendedor brasileiro: o empreendedorismo de necessidade do “virador”.

       Tese de doutorado submetida à Universidade Federal do Rio de Janeiro. Rio de

       Janeiro – RJ, junho de 2003.

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