Em minha vida profissional, tanto em empresas quanto na docência, sempre convivi com excelentes profissionais de engenharia – e aprendi muito com eles! Alguns tinham características muito teóricas, outros preferiam a “mão na massa”, outros eram muito criativos e inovadores… Nenhum problema – todos são muito úteis!

Mas agora, convivendo com meus dois netos, um de cinco anos e outro de sete, pude constatar que os criativos têm muito em comum com eles, os meus dois netos, que, como crianças, são muito criativas. Daí fico pensando que se explorarmos algumas características das crianças poderíamos nos tornar mais criativos – e isto seria bom para nossa carreira!

Daí gostaria de compartilhar com você, prezado leitor, prezada leitora, algumas observações que fiz sobre o comportamento “infantil” e criatividade. Quem sabe você consegue identificar outras?

Uma coisa que observei é que a mente deles nunca desacelera e está sempre em postura de curiosidade, a não ser dormindo (e não tenho bem certeza quanto a isto…). Sabendo que o subconsciente, cujo modo de operação não conhecemos com exatidão, é repositório de praticamente quase tudo que percebemos do mundo ao redor por nossos sentidos, este tipo de aceleração e pensamento contínuo pode ser a fonte da solução inovadora de muitos problemas… Aliás, “jogar um problema” para dentro de nós e deixá-lo “incubar”, aproveitando o “repertório mental” acumulado no subconsciente, é uma técnica de criatividade reconhecidamente muito eficaz… Logo, desenvolver esta característica de criança pode ser muito bom para nós, “resolvedores de problemas”…

As crianças também apresentam alto grau de sensibilidade: percebem “de longe” tudo o que acontece ao seu redor: crises e alegrias familiares, comportamento pouco usual das pessoas próximas, etc. e se manifestam rapidamente a respeito, com alguma rebeldia (manifesta ou não…), palavras de conforto ou recriminação, e assim por diante. Assim, se você estiver gerenciando pessoas criativas, deverá entender este comportamento destes membros de sua equipe: eles precisam que esta característica deles seja respeitada, para a obtenção de mais produtividade. Seu ambiente deve ser o mais estável e livre que for possível. Além do mais, seus tempos de atuação profissional são diferentes, pois seguramente eles não são rotineiros, vivendo em um mundo que às vezes é difícil de entender. Difícil, não? Mas bem gerenciados serão uma fonte de progresso (e até de diversão) muito grande.  Empresas de renome (Google, Microsoft, etc.) já perceberam isto e praticam muito bem esta postura gerencial.

E se você tiver estes tipos de comportamento sobre os quais estamos discutindo, pode ser um bom sinal – você é criativo, e deve procurar um ambiente propício à manifestação de sua criatividade…

Vamos continuar estas reflexões no próximo “Engenharia em Pauta”? Até lá…

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