Pois é… Creio que estas reflexões sobre o engenheiro e a criança vêm à minha mente porque nos tempos de hoje a criatividade é a ferramenta principal do engenheiro; o seu conhecimento apenas lhe dá possibilidades de colocar em prática a criatividade, não é?  Aliás, a ligação engenharia/criatividade é uma constante, desde o início de nossa profissão…

E a nossa criatividade geralmente foi sendo perdida ao longo do tempo de nosso desenvolvimento, por motivos diversos, inclusive por atuação do sistema escolar… De fato, isto já foi comprovado por pesquisas bem sérias, sobre as quais conversaremos em breve.

Então, vale a pena refletir mais um pouco sobre este assunto: por exemplo, as crianças são extremamente “perguntadoras”. Em todos os momentos estão usando perguntas que são chaves para abrir, ou pelo menos descerrar, a porta da criatividade. São elas: “E SE?”, “POR QUÊ?”, e similares… O que acontece então é que elas estão colocando em dúvida algo que para nós é certeza absoluta, mas que, se olhamos melhor pode ter outro sentido ou nos dar ideias novas… E aí, quem sabe, poderemos estender nossas ideias a outros limites, desconhecidos até então, e então gerarmos ideias criativas… Experimente…

Outro detalhe quanto à atuação das crianças: uma vez dedicados a uma nova tarefa, na elaboração de um brinquedo ou na própria brincadeira, elas se concentram totalmente na tarefa. Nada as distrai ou as tira da execução da “tarefa”… Perguntem às mães se isto não acontece, na hora do banho, etc… Neste momento, estão “desligadas do mundo”, e isto faz com que executem ou tentem executar o que estão se propondo do modo o mais perfeito que for possível… Fazemos isto quando estamos “engenheirando” algo? Tomara que sim…

E mais: as crianças criam ou aproveitam um espaço adequado ao que estão fazendo. Não utilizam “espaços normalizados”, mas sim locais onde possam exercer algo que também é inerente ao ato de criar: alegria, em ambientes livres, lúdicos, e amplos. E aí, divertem-se com suas criações utilizando suas mentes de modo livre e descompromissado. Grandes empresas já perceberam isto, e fornecem aos seus colaboradores estes espaços…

Não é à toa que a pré-escola é o ciclo escolar que menos “danifica” o espírito criativo das crianças. Por quê? Por causa da atuação das “tias”, geralmente professoras novas e motivadas, dos ambientes livres e decorados alegremente, e pela utilização de metodologias que envolvem jogos, desafios, etc. 

É, muito temos que aprender com as crianças, para bem praticar nossa arte de engenheirar… E se você, caro leitor ou leitora, tiver filhos pequenos, netos, sobrinhos, etc., procure observar como eles atuam e aprender com eles… E se participar de suas brincadeiras, com espírito de criança, melhor ainda… Só terá o que lucrar!

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É graduado em Engenharia Elétrica (Instituto Nacional de Telecomunicações – INATEL), e pós-graduado em Docência do Ensino Superior em Educação. Foi professor, desde 1964, em diversos cursos técnicos, de engenharia, e de extensão, em diversas áreas técnicas, bem como em empreendedorismo e inovação. Também criou e coordenou diversas atividades ligadas ao desenvolvimento do empreendedorismo, no Inatel. Atualmente participa de programas de extensão e pesquisa ligados ao empreendedorismo, criatividade e inovação.