Dois fatos interessantes eu gostaria de comentar sobre o “erro e a engenharia”: o primeiro, é que os engenheiros do Canadá costumam usar um anel de ferro como símbolo de sua engenharia… O motivo: no início do século XX, foi desenvolvido o projeto de uma grande ponte de ferro que atravessaria o rio Lawrence, na região de Quebec; devido a erros de cálculo, a construção desabou, matando centenas de operários. Daí, o anel de ferro, para constantemente lembrar aos engenheiros da certeza que têm que possuir nos resultados de seus projetos e trabalhos; o segundo fato é que, quando eu estava visitando uma grande firma multinacional, tive a oportunidade de ler em seu Manual de Qualidade: “é permitido errar – mas não por omissão”. Gozado, não? Parecem visões contraditórias…

Mas é possível entender estes dois casos, assumindo-os como corretos. O primeiro, pela certeza que temos que ter ao concluir um projeto e implementá-lo – deve estar perfeitamente correto, é claro; mas o segundo, tem muito a ver com inovação e criatividade…

De fato, só há desenvolvimento se tentarmos fazer algo novo, diferente. E aí, como usualmente não acertaremos da primeira vez, aparece a figura do erro. E tantos já ocorreram… Por exemplo, atribui-se a Thomas Alva Edson a famosa frase, quando questionado a respeito da possibilidade de desistir de criar a lâmpada elétrica com filamento, depois do fracasso de muitas tentativas: “agora sei de muitos modos de construir lâmpadas que não funcionam. Devo estar perto de conseguir fazer a lâmpada que funciona…”. Pois é… O que se vê aqui é a sequencia correta: tentativa – erro – aprendizagem – nova tentativa, e assim por diante. Até acertarmos!

Agora, se não tentássemos… Ainda estaríamos na idade da pedra!

Daí, duas vantagens do erro: primeira, ele prova que tentamos, e isto é muito bom; segunda, é que podemos e devemos aprender com o erro. Em ambos os casos, teremos boas coisas acontecendo, que são: tentamos inovar algo, usando nossa criatividade; e aumentamos nosso conhecimento a respeito de algo, através do erro. Mas para tal, quando errarmos, não basta começar tudo de novo, aleatoriamente, dando “tiros para todos os lados”. É preciso fazer um estudo completo do erro, analisando todas as suas possíveis causas, e até procurando saná-las em experimentos individuais, que poderão se tornar novos projetos… E aí teremos resolvido de modo muito bom o problema, e teremos crescido muito em conhecimento!

Grande sucesso e aprendizagem com seus erros!

Achou útil essa informação? Compartilhe com seus amigos! xD

Deixe-nos a sua opinião aqui nos comentários.

Compartilhe:
Publicação anteriorEsta faca de madeira é uma das mais afiadas do mundo
Próxima publicaçãoEstudo sobre os efeitos da radiação do celular sobre a saúde deixa a comunidade científica dividida
É graduado em Engenharia Elétrica (Instituto Nacional de Telecomunicações – INATEL), e pós-graduado em Docência do Ensino Superior em Educação. Foi professor, desde 1964, em diversos cursos técnicos, de engenharia, e de extensão, em diversas áreas técnicas, bem como em empreendedorismo e inovação. Também criou e coordenou diversas atividades ligadas ao desenvolvimento do empreendedorismo, no Inatel. Atualmente participa de programas de extensão e pesquisa ligados ao empreendedorismo, criatividade e inovação.