Em primeiro lugar, não confundamos o nosso “Curriculum Vitae” com nosso “Portfólio”… O curriculum é aquele documento formal que pretende narrar nossa formação acadêmica, as atividades das quais já participamos, os locais nos quais já trabalhamos, nossas experiências profissionais, etc. Documento importante, não restam dúvidas…

Mas pensemos agora em nosso “Portfólio”: o que seria isto? Na realidade, ele nem precisa ser um documento formal… Mas deve poder mostrar nossas realizações, o que realmente fizemos até o presente momento, que material acumulado ou legados que possam mostrar todo o conjunto de sucessos que tivemos (ou mesmo de fracassos, com a aprendizagem neles contida…), ou seja, o que já realmente realizamos em nossa vida profissional. Por exemplo, para um fotógrafo, não basta citar os cursos que fez, bem como outros dados formais de sua qualificação para a profissão; isto seria seu CV. Mas o seu portfólio seria um bom conjunto de fotografias, reportagens que utilizaram seu material, etc. E o de uma modelo fotográfica profissional? Ótimas fotografias de si mesma…

E qual a importância disto? É que nos tempos que correm, bastante “fluidos”, o portfólio pode ser mais interessante do que o diploma e similares… Que coisa!

E por quê? Uma das razões é que o diploma, a graduação, mostra o que você aprendeu, os conhecimentos que pode ter adquirido ao longo de sua formação acadêmica… E, para obtê-lo, você foi avaliado por um conjunto de rígidas regras e imutáveis regulamentos escolares, conduzidos por um grupo relativamente pequeno de especialistas, que foram seus mestres… Já suas realizações profissionais foram exercidas no mundo, com regras nem sempre bem especificadas, e por todas as pessoas que conviveram com você e solicitaram seus serviços… Bem mais completo, não?

O portfólio poderá também mostrar sua desconformidade em relação a regras, suas peculiaridades, sua imaginação, sua capacidade de “se virar” em face de situações inusitadas, o que definitivamente não deve ter feito em sua vida acadêmica, formatada e regrada… E o “se vira” é de fundamental importância para a boa prática da engenharia!

Daí meu amigo, minha amiga, pense e cultive seu portfólio. E lembre-se: ele não precisa apenas contar com o que você fez profissionalmente… Todas as suas realizações, mesmo na infância e juventude, devem contar, pois elas também ajudaram a formar o excelente engenheiro ou engenheira que você é hoje!

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