No “Engenharia em Pauta” anterior (número 166), propus uma pergunta: Na sua empresa, você contrataria um Buscador de Higiene ou um Buscador de Motivação? Eu responderia: depende do caso e do cargo. Mas, em se tratando de um cargo na qual fosse importante a criatividade, fidelidade ao trabalho e comprometimento com a empresa, eu contrataria um “Buscador de Motivação”, porque é com eles que encontramos os intraempreendedores…

E isto é fácil de explicar, pois, como já vimos, eles têm seu foco motivacional, ou seja, suas razões para sentirem-se motivados, mais voltado à plena satisfação dos três pisos superiores da escala de Maslow: relacionamento, estima, e realização pessoal. Inclusive, também são denominados pela literatura de “Buscadores de Sucesso”…

Assim, não é à toa que o nível mais alto da escala de Maslow, o último a ser buscado depois do atendimento dos outros níveis, é a realização pessoal. Afinal de contas, somos seres humanos, e não máquinas, e vamos sempre tentar nos realizar como pessoas completas e felizes; isto é de fato a mais alta das aspirações humanas.  Felicidade, independência, tranquilidade, vida harmônica, visão de progresso e completude, são fundamentais para uma vida plena. Se conseguirmos isto no trabalho, ao qual dedicamos grande parte de nossas vidas, teremos feito um grande “gol”! E, também, os outros níveis anteriores, relacionamento e estima, fazem parte desta completude humana… Quem não gosta de sentir-se plenamente aceito em um grupo e querido por ele?

Então, será uma grande meta de um líder de um time de “Buscadores de Motivação” propiciar o ambiente no qual estas necessidades sejam razoavelmente satisfeitas, evidentemente garantindo-se que as anteriores, as de higiene (necessidades fisiológicas, segurança, e outra vez, relacionamento) também sejam adequadamente satisfeitas. Aqui, entrarão fatores como locais de trabalho conveniente, salário justo, adequação às vocações individuais, liberdade de opiniões, administração descentralizada e consensual, mínimo conjunto de regras e burocracia, metas bem claras de desempenho e atingimento de objetivos, enfim, uma administração humana, para “colaboradores”, e não para “recursos humanos”… No entanto. “buscadores de motivação” são mais complicados de gerenciar: querem seu espaço, querem produzir com liberdade, querem ter suas opiniões ouvidas e respeitadas, e seu valor reconhecido… 

Mas, formam times extraordinários! Vale a pena tentar desenvolver um time destes: seguramente será vencedor!

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É graduado em Engenharia Elétrica (Instituto Nacional de Telecomunicações – INATEL), e pós-graduado em Docência do Ensino Superior em Educação. Foi professor, desde 1964, em diversos cursos técnicos, de engenharia, e de extensão, em diversas áreas técnicas, bem como em empreendedorismo e inovação. Também criou e coordenou diversas atividades ligadas ao desenvolvimento do empreendedorismo, no Inatel. Atualmente participa de programas de extensão e pesquisa ligados ao empreendedorismo, criatividade e inovação.