Estamos caminhando rapidamente para o futuro, conforme já conversamos tantas vezes neste espaço… Agora, seria bom refletir um pouco sobre como ficam os jovens neste futuro, já que eles serão os grandes protagonistas dele.

Que são diferentes, em seu comportamento, já percebemos. Nascidos sobre a égide de novas e fascinantes tecnologias, mereceriam que se contemplasse como são eles, como vivem e suas motivações, sem críticas ou saudosismos, e então refletíssemos o que devemos fazer para que se tornem cada vez mais felizes e com sucesso nos novos ambientes que se avizinham.

Pois é. Aí existe um “nó” difícil de desatar, por diversas e profundas questões. E qual seria ele? O fato é que, com raras e valiosíssimas exceções, o sistema escolar, nos mais diversos níveis, continua preso a paradigmas e metodologias já ultrapassados há muito tempo. Em consequência, nesta fase tão importante da vida dos jovens, vemos acontecer desmotivação para com a escola, evasão, indisciplina, agressividade, etc. Que pena! E que prejuízo para a nação, agora e no futuro!

Não podemos culpar ninguém, em sã consciência: o sistema é grande demais, centralizado e burocrático demais, e herdou todo um “modus operandi” originado na Revolução Industrial, e aí fica difícil adaptar-se à formação necessária para a vida na Revolução Tecnológica, na qual os jovens já estão inseridos plenamente. Daí o divórcio entre o que se pratica, o que se ensina, e o que se quer…

Com toda a sinceridade, minha esperança são os docentes… Muito já confessam que se sentem muito motivados para a mudança, porque adoram a docência, e querem ver o fruto de seu trabalho, na maioria bem árduo, e, em muitos casos, bem mal remunerado… Talvez seja por aí uma das possíveis saídas: com a adequada formação, motivação e liberdade convenientes, poderiam perceber em suas salas de aula o que seria melhor para a aprendizagem de seus alunos (em conteúdo sim, mas também em atitudes e habilidades…), e praticar isto, mesmo dentro dos currículos oficiais. Isso não é utopia, não! Tenho visto acontecer, em vários níveis escolares, e com sucesso! E mais: é contagioso!

Alguns exemplos, tirados de recentes experiências docentes deste que lhes escreve: por que não descer do pedestal que é erigido perto da “lousa” (sic…) e misturar-se com os alunos? Por que não deixá-los pesquisar na internet o conteúdo a ser conhecido, e deixar que eles mesmos discutam e aprendam sobre ele? Lembre-se de que o conhecimento do mundo está ao alcance de nossos dedos, eles sabem disto, e precisam aprender a utilizar bem este recurso… Por que normatizar tanto os locais da aula, os horários, etc.? Aprender, aprende-se em qualquer lugar, e na hora mais conveniente… Como eles são imediatistas, o assunto a ser trabalhado deve começar e acabar no período a ele destinado, e não ser “esticado” para outros horários. Por que não desafiá-los constantemente a trabalhar com a mente e o corpo? Por que não utilizar interessantes e divertidas dinâmicas ligadas ao assunto em pauta? Por que não transformar os possíveis erros em fontes de aprendizagem – afinal, a vida é assim… E assim por diante… Enfim, por que não fazer com que a “sala de aulas” seja um local intenso e divertido, utilizando as ferramentas com as quais eles estão acostumados?

É, é um pouco mais trabalhoso e complicado do que uma aula formal, na qual o professor é o mestre incontestável, e “transmite” conhecimento… Mas, é muito mais eficaz, gratificante e divertido!

Se você for um educador (e todos nós o somos…), experimente! Vai dar certo!

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É graduado em Engenharia Elétrica (Instituto Nacional de Telecomunicações – INATEL), e pós-graduado em Docência do Ensino Superior em Educação. Foi professor, desde 1964, em diversos cursos técnicos, de engenharia, e de extensão, em diversas áreas técnicas, bem como em empreendedorismo e inovação. Também criou e coordenou diversas atividades ligadas ao desenvolvimento do empreendedorismo, no Inatel. Atualmente participa de programas de extensão e pesquisa ligados ao empreendedorismo, criatividade e inovação.