Pois é… No último “Engenharia em Pauta” (no. 174) conversamos um pouco sobre a natural ação dos “paradigmas”, que desenvolvem em nós algo de medo, ou mesmo dificuldades de aceitarmos o que está vindo por aí no futuro… Natural!

Alguns problemas aparecem neste cenário: o primeiro, a velocidade das mudanças que estão acontecendo, que pode não nos dar algum tempo para nos adaptarmos a elas; um exemplo: do primeiro automóvel até os atuais, houve um bom período de tempo da adaptação às novas realidades desta tecnologia de transporte: direção hidráulica, cambio automático, GPS, etc. Mas você entraria e se deixaria conduzir com facilidade em um carro autônomo? Sabe conduzir ou confia em uma longa viagem em um veículo elétrico ou misto? Pois é…

Um segundo ponto de preocupação: nossos líderes, políticos, empresários, etc., estarão bem atentos às mudanças e impactos que estes rápidos avanços tecnológicos trarão à sociedade? Eles já estarão atuando sobre todos os aspectos políticos, do relacionamento humano à distribuição de poder, de novas necessidades gerenciais às de formação dos jovens, e assim por diante? Não me parece que isto está acontecendo, de modo geral…

 Temos também que considerar que mesmo a nível mundial parece que não há uma visão clara das mudanças em curso… Os sistemas escolares, por exemplo, com raras exceções, não estão se adaptando às novas necessidades de aprendizagem em um ambiente onde a informação é abundante, o compartilhamento de ideias (boas e más…) é intenso, e a juventude, que vai dominar o futuro, tem novas e diferentes características de comportamento…

Mas outro problema se apresenta: a do desenvolvimento de ideias novas e inovadoras! Então, é preciso sair do “mesmo” em termos de inovação – precisam-se ideias que atendam às novas necessidades da nova sociedade que está se formando e evoluindo rapidamente. A tecnologia “Blockchain” é um bom exemplo: ela está mudando fundamentalmente nosso modo de ver e usar o dinheiro, nosso modo de registrar as coisas, e muito mais… Vai facilitar nossa vida, neste novo ambiente! Que bom!

Mas quais inovações assim desruptivas ainda poderemos criar? Quantas oportunidades estão aparecendo! Pensem nisto, como engenheiros e engenheiras!

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É graduado em Engenharia Elétrica (Instituto Nacional de Telecomunicações – INATEL), e pós-graduado em Docência do Ensino Superior em Educação. Foi professor, desde 1964, em diversos cursos técnicos, de engenharia, e de extensão, em diversas áreas técnicas, bem como em empreendedorismo e inovação. Também criou e coordenou diversas atividades ligadas ao desenvolvimento do empreendedorismo, no Inatel. Atualmente participa de programas de extensão e pesquisa ligados ao empreendedorismo, criatividade e inovação.