De tudo o que foi observado e dos comentários feitos pelos entrevistados, saltaram a vista dois problemas principais: o primeiro foi a problemática de colocar as informações nutricionais nos códigos de barra dos produtos, ou fornecê-los de outros modos, como, por exemplo, o QR Code ou Rfid. Os fabricantes reagiram fortemente a isto, alegando custos adicionais, mudança de rótulos e de softwares de leitura dos mesmos, o que prejudicaria o marketing dos produtos, etc. Esta reação já estava prevista, pois, além dos motivos dos fabricantes, é natural que haja reação a inovações…

A segunda objeção foi o manusear do celular durante as compras: geralmente as pessoas são sinestésicas, ou seja, gostam de sentir nas mãos os produtos, girá-lo para ver detalhes, etc. E no supermercado é preciso segurar crianças, empurrar carrinhos, etc., e os produtos teriam que ter o código de barras sempre à vista, o que não é possível, dada a grande circulação e manuseio dos mesmos.

O que fazer, então? Em primeiro lugar, não esmorecer, não desistir… O caminho é árduo, mesmo. E já que os problemas apontados nos parecem reais, vamos atacá-los, também por partes…

O problema dos fabricantes: realmente a solução foge de nossa alçada, e é complexo. Talvez alguns fabricantes bem focados em vender produtos de características dietéticas especiais poderiam se interessar, e aí poderíamos estabelecer uma parceria e criar um campo muito bom de experimentação e propagação da utilidade do conceito. E poderia ser um diferencial competitivo bem interessante para este fabricante…

O problema do manuseio simultâneo do celular, de crianças, pacotes, etc. Também é um problema real… Quem sabe um suporte nos carrinhos, próprio para os celulares dos usuários? Já existem carrinhos com assentos especiais para as crianças pequenas, então o conceito é “percebido”, atendendo a um dos “Faça” de Peter Drucker (EP 112)…

Como você pode perceber o caminho da inovação é complexo, mas fascinante… E, de repente, aparece uma ideia, uma solução fantástica e de grande sucesso…

Vamos em frente, então? Tenho certeza de que você também já teve outras ideias… É isto aí!

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É graduado em Engenharia Elétrica (Instituto Nacional de Telecomunicações – INATEL), e pós-graduado em Docência do Ensino Superior em Educação. Foi professor, desde 1964, em diversos cursos técnicos, de engenharia, e de extensão, em diversas áreas técnicas, bem como em empreendedorismo e inovação. Também criou e coordenou diversas atividades ligadas ao desenvolvimento do empreendedorismo, no Inatel. Atualmente participa de programas de extensão e pesquisa ligados ao empreendedorismo, criatividade e inovação.