Parando para pensar um pouco sobre as tecnologias que já estão entre nós, modificando significativamente nossa sociedade e consequentemente nosso modo de viver, gostaria de compartilhar com você, caro leitor, cara leitora, algumas reflexões que sempre estão vindo à minha mente, até sem que eu queira, como aqueles pernilongos chatos que ficam zumbindo em dias de verão…

Já é fato que as tecnologias desruptivas, que relembro a seguir, já são essenciais e estão influenciando de modo definitivo nossas vidas: internet das coisas, realidade aumentada, realidade virtual, blockchain, inteligência artificial, impressão 3D, drones, robótica.

Dê uma olhada atenta em volta e você as verá em ação. Desde nossos celulares, que na realidade são computadores super poderosos comparados aos grandes “main frames” de alguns anos atrás, até a evolução dos automóveis que, em pouco tempo, serão elétricos e autônomos… E os meios de transporte atuais, cada vez mais modernos e rápidos, e que começarão em breve a utilizar drones? Isto inclui os modernos aviões, cada vez mais automatizados e seguros. E as “redes sociais” das quais tanto se fala? E os poderosos sistemas de IA (inteligência artificial) por trás delas, que vasculham nossa privacidade e “pescam” em águas profundas nossa personalidade, modos de ser, etc., complicando a privacidade, e mesmo segurança, de todos?

Não, não estou contra eles… São características e resultados do progresso, que sempre existiu desde que o gênero humano começou a evoluir… A única diferença agora é que as coisas estão acontecendo rapidamente! E aí é preciso parar e refletir! 

Na área educacional, por exemplo. Estaremos preparando nossas crianças e jovens para este novo mundo? Nossos currículos, e mesmo conteúdos, estarão acompanhando as necessidades e modos de aprendizagem destas crianças e jovens, super ligados às redes sociais, recebendo enxurradas de informação a cada dia, e nem sempre de muita qualidade?  Nossos professores, geralmente sobrecarregados de aulas para conseguirem uma manutenção de vida razoavelmente condigna, terão tempo para sequer perceber estas mudanças em seu mundo e no de seus pupilos? Os responsáveis, como diretorias e similares, inclusive dos órgãos oficiais, não estarão na mesma situação? É algo para refletir, e bastante, pois poderemos estar prejudicando várias gerações…

Mais algo que pode, ou mesmo deve, nos preocupar: já citei, em uma “Engenharia em Pauta” anterior, que “novas tecnologias, novo tipo de sociedade”. Então, para aonde estaremos indo, como sociedade? Por exemplo, já vimos acontecer, em vários pontos do mundo, inclusive em nosso Brasil, a importância, benéfica ou não, das redes sociais nas eleições, centro do sistema democrático. As “redes” e sua utilização massiva, nem sempre correta, estarão questionando ou pondo em risco o sistema democrático? Estarão, depois de décadas de globalização, estimulando o nacionalismo e separando nações, com todos os problemas que isto pode provocar em um mundo já globalizado? Reflexões, reflexões…

Muito mais poderíamos continuar refletindo sobre o assunto, e em muitas outras áreas. No entanto, queria apenas levantar o assunto e deixar para você, prezado leitor, prezada leitora, uma provocação: reflita cada um a seu modo e na área de seu maior interesse, no que está acontecendo e nos modos de conviver de modo melhor com estas fantásticas ferramentas que estão agora a nosso dispor. Isto é que é importante!

De minha parte, acredito no ser humano e na sua incrível capacidade de criar, inovar, e de se adaptar aos novos ambientes que lhe são impostos. A prova disto é que desde o início de nossa espécie nos espalhamos pelo mundo e ainda estamos por aqui!

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É graduado em Engenharia Elétrica (Instituto Nacional de Telecomunicações – INATEL), e pós-graduado em Docência do Ensino Superior em Educação. Foi professor, desde 1964, em diversos cursos técnicos, de engenharia, e de extensão, em diversas áreas técnicas, bem como em empreendedorismo e inovação. Também criou e coordenou diversas atividades ligadas ao desenvolvimento do empreendedorismo, no Inatel. Atualmente participa de programas de extensão e pesquisa ligados ao empreendedorismo, criatividade e inovação.