Pois é, no “Engenharia em Pauta” anterior (no. 118) vimos que a nota dada à idéia do “GPS Interno” para ser utilizado em celulares ou no próprio carrinho de supermercado ficou com nota 6,09, o que significa que pode ser uma idéia aproveitável… O que fazer, então?

Houve uma nota muito baixa, por exemplo, no item 2 (Participação no mercadofatia estimada). Aí parece ser um problema de marketing, de venda – será necessário incrementar o esforço de convencimento de possíveis clientes, talvez “ajustar” o produto dentro de reais necessidades, e esperar que o mercado vá absorvendo a ideia. E, ao longo do tempo, vários incrementos poderão ser feitos com base nas opiniões dos primeiros clientes, assim melhorando a aplicabilidade do produto…

Também uma nota muito baixa foi dada no item 7 (Potencial técnico para o desenvolvimento). De fato, esta não é minha a praia. Eu teria que conseguir um parceiro que desenvolvesse a ideia, tornando-a um produto, mesmo que em nível básico, em forma de protótipo utilizável.

Deveríamos nos preocupar também com o item 1 (Probabilidade de aceitação pelos consumidores). O problema aqui são os donos dos supermercados, que já estão com bons negócios em mãos, e bem estabelecidos em sua operação. Além do mais, gostam que seus clientes passeiem por seus estabelecimentos – quem sabe comprem algo mais que não estava previsto? Daí, uma pesquisa mais aprofundada com eles, procurando descobrir realmente quais são suas “dores”, suas necessidades, pode ser fundamental…

Feitas estas correções, e outras que possam ser interessantes, vamos caminhando cada vez mais na busca de um produto de sucesso…  É, este é o caminho da inovação: uma tendência notada ou uma necessidade a atender, idéias iniciais, entrevistas, experiências, prototipagem, testes, exploração de outras idéias, etc. E vamos por aí até que aconteça o fato que nos traga o sucesso almejado! Muito trabalho, muita torcida para que dê certo, muita curtição, muita decepções, e talvez fracassos e prejuízos… Tudo bem!

Até o próximo “Engenharia em Pauta”!

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É graduado em Engenharia Elétrica (Instituto Nacional de Telecomunicações – INATEL), e pós-graduado em Docência do Ensino Superior em Educação. Foi professor, desde 1964, em diversos cursos técnicos, de engenharia, e de extensão, em diversas áreas técnicas, bem como em empreendedorismo e inovação. Também criou e coordenou diversas atividades ligadas ao desenvolvimento do empreendedorismo, no Inatel. Atualmente participa de programas de extensão e pesquisa ligados ao empreendedorismo, criatividade e inovação.