Conforme comentado no “Engenharia em Pauta” anterior, para pesquisar a viabilidade do conceito, uma vez realizada uma intensa observação e feitas as entrevistas (não descuidando dos usuários “extremos”…), agora é hora de conversar com alguns fabricantes dos produtos. Seria possível acrescentar os dados necessários ao bom funcionamento do aplicativo ao código de barras do produto, que já existe e é amplamente utilizado? Esta modificação seria fácil e economicamente viável? A legislação permitiria? Enfim, como fazer para que o produto possa, sem grandes modificações (que não interessarão ao fabricante…) sinalizar os dados necessários? Este pode ser um grande problema…

Agora, é hora de nós nos recolhermos e darmos nossa opinião a respeito do conceito que bolamos, após tentarmos aplicar as modificações que acharmos mais interessantes e que consideramos válidas a partir das observações e entrevistas.

Tecnicamente, é melhor começar esta análise pelos pontos negativos que pudermos enxergar no conceito. Interessante: já está provado que temos a tendência natural de vermos as coisas erradas em primeiro lugar. Aqui entre nós,  isto não é uma verdade? Por exemplo: uma dona de casa poderá manusear o produto com uma das mãos e com a outra poderá segurar e também manusear o celular? E se estiver com uma criança pequena? E se não pudermos utilizar o código de barras do produto?

Depois, os pontos positivos. Nas entrevistas, por exemplo, muitos se interessaram claramente pelo conceito, no sentido de melhorar sua alimentação. Logo, vale a pena continuar com ele…

Que coisa, não? Está percebendo as dificuldades (e a beleza…) de inovar? Possivelmente, agora sua cabeça já está fervilhando de novas ideias, a partir das observações, entrevistas e de seu exame “negativo/ positivo”, que, aqui entre nós, se você o realizar com uma pequena equipe multidisciplinar (donas de casa, negociantes, balconistas, crianças, quem raramente vai a super mercados, etc.), será melhor ainda…

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É graduado em Engenharia Elétrica (Instituto Nacional de Telecomunicações – INATEL), e pós-graduado em Docência do Ensino Superior em Educação. Foi professor, desde 1964, em diversos cursos técnicos, de engenharia, e de extensão, em diversas áreas técnicas, bem como em empreendedorismo e inovação. Também criou e coordenou diversas atividades ligadas ao desenvolvimento do empreendedorismo, no Inatel. Atualmente participa de programas de extensão e pesquisa ligados ao empreendedorismo, criatividade e inovação.