Imagens: Wikimedia Commons

O tempo está se esgotando para proteger a Terra dos efeitos desastrosos das mudanças climáticas. Uma equipe internacional de oito pesquisadores disse que temos apenas 10 anos para salvar o planeta. Mas as notícias não são todas ruins: eles criaram um modelo para equilibrar as emissões de dióxido de carbono, como por exemplo as florestas, para que as temperaturas não passem a marca de 1,5 ºC que é considerada segura para a vida que conhecemos.

Os cientistas dizem que será fundamental seguir o acordo de Paris na próxima década. Eles ainda dizem que há duas maneiras de reduzir as emissões de carbono: cortando as emissões que os seres humanos produzem e restaurando sumidouros de carbono (regiões que acumulam e estocam grandes quantidades de carbono, por exemplo as florestas ), e essa é a hora de agir. Eles detalharam seus estudos no Nature Communications.

O consultor Brian Walsh do Banco Mundial que conduziu o estudo, disse que examinou as emissões de carbono de combustíveis fósseis, agricultura, produção de alimentos, bioenergia e o uso da terra. Eles também representaram ecossistemas naturais que absorvem emissões de carbono para determinar onde eles se originam e para onde vão.

A energia renovável também faz parte do estudo. Os pesquisadores consideraram quatro cenários para o desenvolvimento de energia no futuro. Um cenário de alta renovação veria o uso do vento, solar e bioenergia aumentar em 5% ao ano, então as emissões atingiriam o pico já em 2022. Esse caminho levaria a um aumento de temperatura na ordem de 2,5 ºC se também não empregarmos tecnologias de emissões negativas.

Keywan Riahi, diretor do programa de energia do IIASA, (International Institute for Applied Systems Analysis) e co-autor do estudo disse: “O trabalho anterior sobre as estratégias de ações pelo IIASA mostrou a importância de medidas necessárias da demanda de energia, incluindo eficiência, conservação e mudança comportamental. Sucesso nessas áreas pode explicar a diferença entre atingir 1,5ºC em vez de 2ºC.”

O estudo completo está publicado no Nature Communications.

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