Alterações climáticas: não é apenas sobre o aumento dos níveis dos oceanos. De acordo com a nova pesquisa da Universidade de East Anglia (UEA), ação sobre as mudanças climáticas poderia ajudar a evitar milhões de casos de dengue. Se nós limitar o aquecimento global a 1,5 graus Celsius – em relação ao Acordo de Paris  – podemos ser capaz de evitar cerca de 3,3 milhões de casos anuais da doença tropical apenas no Caribe e na América Latina.

Há cerca de 54 milhões de casos de dengue, causada por um mosquito, no Caribe e na América Latina a cada ano, e cerca de 390 milhões de pessoas estão infectadas em todo o mundo. Mas por volta de 2050, em um cenário de aquecimento de 3,7 graus Celsius, esse número pode aumentar em 7,5 milhões de casos adicionais por ano. Enquanto a dengue só é fatal em casos raros, um tratamento específico não existe, e os sintomas incluem dores de cabeça, dores musculares e febre.

Mas se tomar medidas contra o aquecimento global, que pode ser capaz de impedir milhões de casos, de acordo com pesquisa da UEA, que baseou-se em modelos de computador e relatórios clínicos e confirmados em laboratório de dengue na América Latina. Manter o aquecimento a dois graus Celsius poderia reduzir casos por tantos quanto 2,8 milhões por ano até 2100, e manter o aquecimento de 1,5 graus Celsius poderia ver uma queda extra de meio milhão de casos por ano.

O pesquisador Felipe Colón-González da UEA disse: “Embora se reconheça que limitar o aquecimento a 1,5 graus Celsius teria benefícios para a saúde do homem, a magnitude desses benefícios permanece na maior parte não quantificada. Este é o primeiro estudo a mostrar que reduções de aquecimento de dois graus Celsius a 1,5 graus Celsius poderia ter importantes benefícios à saúde“.

Já o Co-autor Carlos Peres da UEA disse: “Nossas projeções econômicas dos custos regionais de saúde das mudanças climáticas mostram que as nações em desenvolvimento irão suportar o peso de expandir infecções de arbovírus, então uma estratégia preventiva para reduzir as emissões de gases de efeito estufa, mais cedo ou mais tarde é uma questão de politicas governamentais.”

A revista Proceedings of the National Academy of Sciences publicou a pesquisa nesta semana; pesquisadores da Universidade do Estado de Mato Grosso aqui no Brasil, contribuíram.

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