A primeira central de energia eólica flutuante à escala mundial será construída em Portugal e vai nascer no mar, a 20 km da costa de Viana do Castelo, em 2019, com um financiamento de 60 milhões do Banco Europeu de Investimento.

As empresas responsáveis pelo projeto são Windplus, uma empresa subsidiária da EDP Renováveis, Repsol e Principle Power.

No total, a segunda fase do projeto – que entrará agora na sua fase pré-comercial denominada Windfloat Atlantic – terá a duração de três anos e um investimento total de 125 milhões de euros, anunciou ontem o presidente da EDP, António Mexia..

“Este projeto é pioneiro e inovador a nível mundial no que diz respeito a energia renovável offshore”, disse Mexia, avançando com previsões de custos de 65 euros por MWh para a construção desta central (cerca de um terço do valor face aos mais de 200 euros por MWh que se registavam em 2010).

Também há um futuro de exportação desta “nova geração de energia eólica” para países como “o Japão e outros que precisam de energias renováveis mas que não têm espaço em terra e apostam no eólico offshore e nestas tecnologias inovadoras, nas quais Portugal consegue provar que está na linha da frente”.

“Este projeto vai tornar esta tecnologia competitiva. Que ela funciona e que resiste a tudo, até ao mar Atlântico português, já está demonstrado.

Agora o objetivo principal é de baixar os custos. Há muitos locais do mundo onde não é possível desenvolver o eólico onshore, o solar também não, por questões de espaço. O offshore flutuante é uma alternativa.

Se conseguirmos baixar os custos teremos outros países a lançar grandes concursos de eólicas flutuantes. Este projeto é um trampolim para o futuro”.

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