A constante luta contra o desaparecimento dos recifes de corais em breve poderá receber uma grande ajuda da arquitetura, isso porque há um projeto para a construção de imensas torres submersas.

Esses “arranha-céus” de vidro poderiam ser utilizados para cultivar fazendas artificiais de corais no oceano, além de poder transplantá-los em outros ambientes. Projetado pelos arquitetos Jethro Koi e Quah Zheng Wei, da Malásia, o projeto é chamado de “Aquarim Trinity” e visa a conservação e restauração dos recifes em áreas afetadas.

Ao redor do mundo, diversos recifes têm lutado para se adaptar ao aquecimento das águas e com as vastas estruturas vivas ao redor que prejudicam suas formações. O projeto, no entanto, possui uma abordagem semelhante à das paredes vivas – em que plantas são cultivadas em um substrato vertical. Contudo, no caso dos corais, esse crescimento seria feito através de uma estação de energia geotérmica e nas profundezas do oceano.

A ideia é que os canais de corais sejam recolhidos. Um submarino se encarregaria de dispersar as espécies em áreas afetadas, para que pudessem se desenvolver. Diferentes espécies de corais cresceriam ali e seriam movidas para cima e baixo da estrutura. Assim, quando estiverem em condições de se mudarem, os pesquisadores removeriam os exemplares da estrutura pelo topo, e os plantariam em um novo local.

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“Esta nova tipologia arquitetônica é unicamente para restaurar os oceanos ao estado em que costumavam estar, e servirá como um aviso para a humanidade, lembrando sobre o estado moribundo dos esquecidos pulmões no oceano” escreveram os designers.

No entanto, ainda não está claro como a torre poderia funcionar na prática e como os corais receberiam os nutrientes, luz e calor necessários. Os sistemas de recifes são ecossistemas complexos que se apoiam e são dependentes de milhões de peixes e outras vidas marinhas. Enquanto aparentam serenidade, durante as noites são locais de intensas batalhas pela luta de recursos.

Ambientalistas e biólogos marinhos já relataram preocupações a respeito do aumento do branqueamento dos corais em habitats de todo o mundo – especialmente na Grande Barreira de Corais, na Austrália. Esse branqueamento os deixam susceptíveis a doenças e a morte.

Imagens: Caters New Agency

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