Em reunião com o reitor da USP, Marco Antônio Zago, professores e diretores da Escola Politécnica apresentaram a proposta para a implantação de uma nova graduação: a Engenharia da Complexidade.

Sua inauguração está prevista para 2018. A graduação é uma iniciativa feita pelo Groupe des Écoles Centrales, um grupo de universidades francesas que desenvolveu com a USP as linhas gerais do novo curso. A Comissão Executiva trabalha no processo de tramitação da proposta na Politécnica, enquanto trata das questões legais e financeiras da implantação do curso.

A Engenharia da Complexidade

O curso terá uma abordagem mais geral do que os demais cursos da Politécnica, com a finalidade de formar profissionais preparados para a nova distribuição global dos meios de produção, na qual serão capazes de lidar com problemas complexos e enfrentar os principais desafios da Engenharia do atual século.

“A ideia principal é tratar dos desafios da concepção, projeto e gerenciamento da produção e do trabalho, tudo isso a partir de uma abordagem que considere aspectos técnicos, sociais, humanos, econômicos, ambientais em patamares bem similares.” Afirma o prof. Laerte Idal Sznelwar, coordenador da Comissão Executiva do Programa POLI-GEC de Engenharia da Complexidade.

O grade do curso será fortemente ancorado em disciplinas de base para a engenharia, como a matemática, porém a constituição da grade irá permitir a integração de conceitos de diferentes áreas do conhecimento.

De acordo com Sznelwar, a ideia não é criar disciplinas novas, mas sim de buscar integrar conhecimentos distintos, como por exemplo, métodos para abordar os problemas da sociedade que tenham sua origem em diferentes campos do conhecimento.

O aluno e futuro profissional em Engenharia da Complexidade será levado a considerar diferentes fatores de um projeto, que exigem conhecimentos em áreas como economia, direito, antropologia, sociologia, filosofia, ciências do trabalho, psicologia e até saúde.

Com isto não está buscando criar um ‘multi’ profissional, aquele que sabe de tudo. Pelo contrário, a ideia principal é o processo de aprendizagem que mostre claramente quais são as possibilidades e limites que temos e como, através de uma atuação conjunta com outros profissionais, poderemos buscar soluções que efetivamente contribuam para o desenvolvimento da sociedade como um todo.

Mercado

Sznelwar prevê que o mercado de trabalho para os futuros profissionais do curso se abrirá em diversos tipos de instituições públicas e privadas, que cada vez mais demandam um profissional com capacitação para integrar diferentes aspectos dos problemas.

Santos

O curso não será instalado na Escola Politécnica em São Paulo, e sim na unidade em Santos, onde é ministrado o curso de Engenharia de Petróleo desde 2012.

Achou útil essa informação? Compartilhe com seus amigos! xD

Deixe-nos a sua opinião aqui nos comentários.