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As plantas alimentam a vida na Terra. São a fonte de alimento original que fornece a energia a quase todos os organismos vivos e são a base dos combustíveis fósseis que alimentam as demandas do mundo moderno.

Porém, o ser humano tem queimado os restos de florestas e isso trouxe mudanças para o mundo de formas perigosas. Uma maneira de mudar esse quadro pode ser transformar as plantas em usinas de energia solar naturais que poderiam converter a luz solar em energia muito mais eficientemente.

Para fazer isso, seria preciso obter a energia em forma de eletricidade. Uma empresa encontrou uma maneira de colher elétrons depositados por plantas no solo abaixo deles. Mas uma nova pesquisa da Finlândia analisou o aproveitamento direto da energia das plantas transformando suas estruturas internas em circuitos elétricos. As plantas contêm tubos cheios de água chamados “elementos do xilema” que carregam a água de suas raízes a suas folhas. O fluxo de água também transporta e distribui nutrientes dissolvidos e outras coisas como sinais químicos.

Os pesquisadores finlandeses, cujo trabalho foi publicado na revista científica Proceedings of the National Academy of Sciences, desenvolveram um produto químico que foi colocado em um corte de uma rosa para formar um material sólido que pudesse transportar e armazenar eletricidade.

Experiências anteriores usaram um produto químico chamado PEDOT para formar fios condutores no xilema, mas ele não penetrou na planta. Para a nova pesquisa, eles projetaram uma molécula chamada ETE-S que forma condutores elétricos semelhantes, mas também pode ser transportado para onde a corrente de água for. Este fluxo é impulsionado pela atração entre moléculas de água. Quando a água em uma folha evapora, puxa a cadeia de moléculas logo atrás, arrastando a água através da planta por todo o caminho.

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É possível ver isso colocando uma planta cortada verticalmente em corante alimentar e assistir à cor se mover para cima através do xilema. O método dos pesquisadores era tão parecido com o experimento de corante de alimentos que eles podiam ver por onde o condutor elétrico tinha passado.

O resultado foi uma complexa rede eletrônica permeando as folhas e pétalas, envolvendo suas células e replicando seu padrão. Os fios que formaram a eletricidade conduzida foram até cem vezes melhores do que aqueles feitos de PEDOT e poderiam armazenar a energia elétrica da mesma maneira que um capacitor.

Essas redes elétricas surpreenderam até mesmo seus desenvolvedores. Quando as rosas foram tratadas com ETE-S, produziram os mesmos produtos químicos reativos usados para matar microrganismos invasores. Estes produtos químicos fizeram a formação do condutor elétrico sólido trabalhar muito melhor dentro da planta do que quando foi testado no laboratório. Ainda existem desafios para que esta descoberta possa atingir todo o seu potencial. Talvez eles precisem encontrar uma maneira de obter ETE-S ou algum outro produto químico melhorado em plantas intactas.

Mas a criação de “e-plantas”, ou seja, plantas com circuitos eletrônicos integrados, agora parece muito mais próxima. Como as e-plantas podem ser utilizadas? A possibilidade mais emocionante seria combinar o armazenamento elétrico e os circuitos eletrônicos da planta com alguma forma de energia fotossintética, criando uma fonte de energia literalmente verde.

Mas a tecnologia também pode ajudar a entender melhor plantas comuns. As plantas não têm um sistema nervoso como os animais, mas usam sinais elétricos para controlar as células individuais e transportar fluidos entre diferentes partes da planta. Talvez assim será possível criar plantas eletrônicas que funcionem como máquinas, ajudando na agricultura,indicando presença de água, fertilizante ou insetos. Isso certamente melhoraria a eficiência agrícola.

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