Em vídeo publicado em sua página no Facebook, o astronauta brasileiro Marcos Pontes revelou que aceitou o convite feito pelo presidente eleito Jair Bolsonaro, PSL, para comandar a pasta a partir de primeiro de janeiro de 2019.

O tenente-coronel da reserva já havia sido previamente mencionado durante a campanha como um dos nomes que integrariam o primeiro escalão do governo. Agora o convite foi aceito, embora a nomeação não é ainda oficial.

“Ciência e tecnologia, como vocês sabem, vocês têm acompanhado, ele tem falado sempre sobre o meu nome mais ou menos como ‘posto Ipiranga’ de ciência e tecnologia. E agora só falta o anúncio oficial realmente da minha indicação para ministro de Ciência e Tecnologia”, disse o astronauta. Confira o vídeo abaixo:

Biografia

Nasceu no dia 11 de março de 1963 em Bauru, interior do estado de São Paulo.

Aos 14 anos matriculou-se no curso de formação profissional da Rede Ferroviária Federal & Senai e iniciou o curso de eletricista. Durante três anos ele trabalhou na RFFSA durante o dia, treinou judô no Sesi e fez curso de técnico em eletrônica no Liceu Noroeste, também em Bauru, em 1980. Em 1984, recebeu o bacharelado em tecnologia aeronáutica da Academia da Força Aérea (AFA), em Pirassununga, São Paulo. Em 1989, iniciou o curso de engenharia aeronáutica no Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), em São José dos Campos, São Paulo, recebendo o título de engenheiro em 1993. Em 1998, obteve o mestrado em engenharia de sistemas pela Naval Postgraduate School, em Monterrey, Califórnia nos Estados Unidos. Possui ainda bacharel em administração pública pela Academia da Força Aérea Pirassununga.

Foi agraciado com a Medalha Santos Dumont e com a Medalha de Ouro Yuri Gagarin, pela Federação Aeronáutica Internacional.

Como piloto da FAB, tem quase 2000 horas de vôos em 25 tipos de aeronaves, dentre as quais F-15, F-16, F-18 e MIG-29.

Em junho de 1998, foi selecionado para o programa espacial da NASA, para a candidatura a que o país tinha direito no programa espacial do governo norte-americano, pelo fato de integrar o esforço multinacional de construção da Estação Espacial Internacional.

Iniciou o treinamento obrigatório em agosto daquele ano no Centro Espacial Lyndon Johnson, em Houston, nos Estados Unidos. Seu grupo de treinamento número 17 da NASA foi apelidado de Os Pinguins. Em dezembro de 2000, ao concluir o curso, foi declarado oficialmente “astronauta da NASA”.

Em 30 de março de 2006 partiu para a Estação Espacial Internacional (ISS) a bordo da nave russa Soyuz TMA-8, com oito experimentos científicos brasileiros para execução em ambiente de microgravidade. Retornou no dia 8 de abril, a bordo da nave Soyuz TMA-7.

Em 2011, foi indicado e assumiu o cargo de embaixador da Organização da ONU para o Desenvolvimento Industrial (UNIDO).

Astronauta Pedro Francisco Duque

Seu colega, astronauta Pedro Francisco Duque, formado em engenharia aeronáutica pela Universidade Politécnica de Madrid, na Espanha, ocupada desde junho de 2018 o cargo de ministro de Ciência, Inovação e Universidades do Governo da Espanha, além de lecionar na Escuela Técnica Superior de Ingenieros Aeronaúticos também em Madrid.

 

 

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