Twin Towers em 11 de setembro de 2001 [Fonte da Imagem: Wikimedia Commons]

Uma equipe de engenharia de Nova York desenvolveu uma rede para acompanhar as tendências dos ataques terroristas em todo o mundo. Sabemos que os ataques terroristas muitas vezes são imprevisíveis e inesperados. Mas a solução para isso vem dos engenheiros da Universidade de Binghamton, em Nova York.

A equipe propôs uma nova estrutura denominada Networked Pattern Recognition (NEPAR) Framework. O sistema compilou dados de mais de 150.000 ataques terroristas entre 1970 e 2015.

NEPAR Framework é a construção de uma rede encontrando conexões entre eventos aparentemente desconectáveis.

Em suma, a rede identifica características de futuros ataques terroristas, observando a relação entre ataques anteriores. O estudante de doutorado Salih Tutun colaborou com  Mohammad Khasawneh, professor de Sistemas de Ciência e Engenharia Industrial (SSIE) na Binghamton sobre a pesquisa.

“Se não podemos monitorar os terroristas através das redes sociais ou outras tecnologias, precisamos entender os padrões. Nossa estrutura trabalha para definir quais métricas são importantes”, disse Tutun.

Essa rede parece ser eficaz. O projeto pode identificar características relacionadas a ataques terroristas com precisão insana: 90% de precisão na determinação da extensão de ataques, 96% se os dados levam a múltiplos ataques e 92% de precisão na análise dos objetivos de um terrorista por trás de cada  ataque.

O objetivo do projeto, de acordo com Tutun, é que os governos percebam quais sinais levam a atos de terrorismo e maneiras de reduzir o risco de eventos futuros.

“Com base nessa característica, propomos uma nova função de similaridade (interação)”, disse Tutun. “Então usamos a função de similaridade (interação) para entender a diferença (como eles interagem uns com os outros) entre dois ataques. Por exem

plo, qual é a relação entre Paris e os ataques do 11 de Setembro? Quando olhamos isso, se há um relacionamento, estamos fazendo uma rede. Talvez um ataque no passado e outro ataque bem recente tenham um grande relacionamento, mas ninguém sabe. Tentamos extrair essa informação.”

O estudo da Universidade de Binghamton não é a primeira tentativa de compreender e categorizar o comportamento dos terroristas. Uma desvantagem desse tipo de trabalho é que a detecção de atividades terroristas se concentra em instâncias singulares ao invés de levar em conta as interações que cultivaram o momento. Por outro lado, a análise da rede fornece um espectro muito amplo. Tutun admitiu que ambos os sistemas têm seus problemas; no entanto, o algoritmo está melhorando.

“Prever eventos terroristas é um sonho, mas proteger alguma área usando padrões é uma realidade. Se você conhece os padrões, você pode reduzir os riscos. Não se trata de prever, é de compreensão”, disse Tutun.

“Quando você resolver o problema em Bagdá, você resolve o problema no Iraque. Quando você resolver o problema no Iraque, resolve o problema no Oriente Médio. Quando você resolver o problema no Oriente Médio, resolve o problema no mundo.” Completa.

A publicação completa pode ser encontrada aqui Science Direct / Expert Systems com Aplicações. 

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