Os pesquisadores estão alertando para uma situação critica na região ártica do Canadá, isso porque o derretimento das geleiras no norte não é apenas em níveis que preocupam a comunidade científica, mas também estaria quebrando recordes de temperatura. as taxas mais altas em, pelo menos, 115 mil anos, de acordo com um estudo publicado esta semana na Nature Communications.

Com isso, a área estaria mostrando paisagens que não eram vistas há mais de 40 mil anos. Esse degelo é acontecendo na região da Ilha de Baffin, no nordeste do país, uma área que representa a maior ilha do Canadá e a quinta maior do mundo, com uma área de 507 mil quilômetros quadrados.

Simon Pendleton, pesquisador de doutorado na Universidade de Colorado Boulder e líder do estudo, detalhou ao CNN que “normalmente seria de se esperar ver plantas de diferentes idades com a mudança de condições topográficas, por exemplo, um local maior poderia manter o gelo por mais tempo “.

No entanto, não é isso que está acontecendo. “O aumento das temperaturas está tão alto que tudo está derretendo em todos os lugares”, lamenta o cientista.

Para realizar este trabalho, os pesquisadores analisaram 48 amostras de liquens e musgos na área, espécimes que ainda tinham suas raízes e que morreram com a onda de gelo expansiva de mais de um milênio atrás. Com essas amostras, foi possível determinar – através de testes de carbono – que elas estavam sob o gelo por mais de 40 mil anos.

Para Pendleton, esta é uma tendência que continuará nos próximos séculos, mesmo que não haja maiores aumentos de temperaturas no verão.

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