Inverter a deglaciação do Oceano Ártico é a idéia ambiciosa proposta por três jovens arquitetos e engenheiros indonésios. Para fazer isso, Faris Rajak Kotahatuhaha, Denny Budi e Fiera Alifa projetaram um tipo de submarino que dessaliniza e transforma a água do mar em gelo.

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O projeto surgiu em resposta a um concurso organizado pela Associação de Arquitetos na Tailândia, onde em maio passado ganhou o segundo prêmio por seu conceito ambientalmente amigável. Desde então, continua a ganhar popularidade e também recebe críticas.

Essa ‘fábrica de gelo’ flutuante e submersível possui um tanque hexagonal que retira a água do mar e a trata por osmose reversa, ou seja, transfere o líquido através de uma membrana para reduzir sua salinidade. Ao separar o sal da água, a criação de gelo é facilitada, pois é necessário menos frio para o congelamento.

Segundo os cálculos de seus criadores, o submarino leva um mês para moldar e liberar para o oceano um iceberg artificial hexagonal de 2.073 metros cúbicos e 24 metros de largura.

Faris Rajak disse à mídia que sua equipe foi inspirada por uma investigação sobre a elevação do nível do mar, um fenômeno “que está diretamente relacionado às mudanças climáticas e faz com que os icebergs derretam”. A Indonésia está entre os países mais afetados pelo aumento do nível do oceano. Em agosto passado, ele alertou que sua capital, Jacarta, afundará em algumas décadas, deixando milhões de pessoas desabrigadas.

A forma hexagonal dos blocos de gelo foi escolhida porque eles podem ser mutuamente compatíveis e formar um favo de mel. Este projeto também tem a ver com a estrutura da molécula de água, explicou o co-autor.

A funcionalidade do submersível também gerou ceticismo, principalmente porque o uso de qualquer fonte de energia verde e não renovável contribuiria para emissões nocivas e aquecimento global.

A VICE destaca que projetos inovadores, como a equipe indonésia, merecem ser apreciados, mesmo que não sejam práticos. O importante é que eles representem passos na direção certa e possam abrir caminhos para novas abordagens de combate às mudanças climáticas.

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