Em um anúncio, a China revelou seus planos de enviar uma missão robótica para Marte já no próximo ano. O anúncio foi feito apenas algumas semanas depois de colocarem com sucesso uma sonda no outro lado da Lua.

“Nos últimos 60 anos, tivemos muitas conquistas, mas ainda há uma grande distância das potências espaciais do mundo. Precisamos acelerar nosso ritmo “, disse Wu Weiren, designer-chefe do programa de exploração lunar da China. “No próximo ano, vamos lançar uma sonda a Marte, que irá orbitar em torno de Marte e explorá-lo.”

Base de simulação marciana

Os comentários de Wu vêm ao mesmo tempo em que a China abre uma base de simulação marciana na bacia de Qinghai Qaeda. Esta região hiper-árida no oeste da China é o deserto mais alto da Terra e tem sido considerado um dos melhores análogos com a superfície marciana em nosso planeta.

Segundo o jornal estatal Global Times, a nova base de simulação custou 22,3 milhões de dólares e cobre uma área de 53.330 metros quadrados. Tem capacidade para 60 pessoas em suas cápsulas.

Embora nenhum detalhe tenha sido revelado sobre a missão robótica, em 2016 a China lançou um robô que viajaria em 2020. De acordo com o que foi relatado naquela ocasião, o robô pesaria 200 quilos, teria 6 rodas e 4 painéis solares. Além disso, levaria 13 ferramentas, incluindo uma câmera de sensoriamento remoto e um radar para estudar a composição do solo.

Após uma viagem de cerca de sete meses, o robô pousaria próximo ao equador do planeta vermelho, de onde o veículo exploraria a superfície marciana. Com este robô, os chineses pretendem estudar o ambiente e a atmosfera. Um de seus principais objetivos é procurar vestígios de água e gelo.

Pretensões lunares

Wu também disse que a nação asiática enviará uma sonda adicional para a Lua, que coletará amostras da superfície e retornará à Terra. “Esperamos que todos os jovens de nosso país possam se dedicar a essa grande causa”, acrescentou ele em um vídeo traduzido pela agência de notícias estatal Xinhua.

A ascensão da China como potência científica é acompanhada de grandes ambições no setor espacial. No ano passado, ela colocou sua segunda estação espacial em órbita e, em seguida, aterrissou com sucesso no outro lado da Lua.

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