Um protótipo de fígado bioartificial do tamanho de uma caixa de cartões de visita, poderia lançar as bases para futura qualidade de vida de milhares de pacientes com danos hepáticos irreversíveis, de acordo com cientistas argentinos que realizaram estudos preliminares que oferecem nova esperança.

O fígado é o maior órgão do corpo. Ajuda o corpo a digerir os alimentos, armazena energia e elimina as toxinas. Falhas na sua capacidade de manter o sangue limpo podem levar à encefalopatia, uma patologia caracterizada por edema cerebral, alterações de personalidade, perda de funções cognitivas e outras complicações. Nos casos mais avançados, requer o uso de certas técnicas de purificação extra-hepática ou mesmo transplante.

Uma das funções normais do fígado é purificar do sangue um determinado composto tóxico derivado da degradação de proteínas, o amônio, que se transforma em uréia que é expelida pela urina. No novo estudo, os cientistas expuseram seu dispositivo a altas concentrações de amônio em amostras de sangue de carneiro, e descobriram que ele poderia eliminar uma alta proporção no decorrer das duas horas de teste.

Embora os resultados são encorajadores, o responsável pelo estudo, Mediavilla disse que ainda precisa avaliar se o novo fígado bioartificial pode executar outras funções do corpo, tais como a desintoxicação de outros compostos e a produção de fatores de coagulação e de albumina.

Por outro lado, para transferir a inovação tecnológica para a área médica é necessário cumprir várias etapas: estudos pré-clínicos em animais com insuficiência hepática experimental, testes experimentais em um paciente humano e ensaios clínicos em maior escala. “Estamos avançando, passo a passo, nessa direção”, disse Mediavilla.

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