Nas profundezas da mina Kidd, no Canadá, os pesquisadores encontraram uma forma de vida estranha. Essas bactérias vivem 2,4 quilômetros abaixo da superfície, na escuridão perpétua e nas águas subterrâneas mais antigas do mundo.

Organismos unicelulares

A descoberta foi feita por uma equipe liderada pela geóloga da Universidade de Toronto, Barbara Sherwood Lollar. Os organismos unicelulares não precisam de oxigênio ou luz solar porque respiram compostos de enxofre, vivendo de produtos químicos na rocha circundante.

As novas descobertas foram publicadas em um novo artigo no Geomicrobiology Journal. “Para mim, a parte mais emocionante não é encontrar outro ambiente em que pensávamos que a vida não existisse. Trata-se de mudar a maneira como pensamos em investigar ou pesquisar novos ambientes para nos concentrarmos no uso de técnicas em várias disciplinas em conjunto”, disse também o autor Garnet Lollar, da Universidade de Toronto, Canadá.

As novas descobertas confirmam os resultados de um estudo anterior desse mesmo grupo, onde especularam que os micróbios redutores de sulfato haviam sido ativos nesses fluidos ao longo de escalas de tempo geológicas. Agora, o novo estudo lança as bases para identificar os micróbios nessas águas antigas.

“O Deep Carbon Observatory (DCO) foi muito catalítico nisso e nos apoiou nessa idéia de reunir todo tipo de pessoas para que várias equipes pudessem colher amostras e comparar e contrastar seus resultados finais”, disse Lollar. Atualmente, os pesquisadores do DCO estão sequenciando os genomas dos micróbios individuais.

Siga a água

Eles também estão sequenciando o metagenoma, que é todos os genomas dos organismos na água. Dizem que a investigação empresta o mantra “siga a água”.

Esse mantra é conhecido por guiar a busca pela vida em outros planetas. Ao estudar os dados da geoquímica da água, mineralogia e assinaturas isotópicas em um local, os cientistas podem deduzir como a comunidade microbiana ganha comida e energia.

O Observatório de Kidd Creek também pode servir como um análogo para outros planetas, mostrando que tipos de geologia e química têm o potencial de sustentar a vida. Pode ser usado como base para direcionar pesquisas futuras para vida extraterrestre.

No entanto, Lollar está mais focada no que ainda resta a explorar aqui na Terra. “Existem princípios fundamentais nos quais o planeta opera que ainda estamos começando a descobrir”, disse ela. “Ainda há descobertas incríveis a serem feitas.” Conclui.

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