A Universidade de São Paulo quer ampliar a oferta de órgãos para transplantes, por isso cientistas da instituição estudam uma forma de usar rins de porcos em seres humanos.

A iniciativa foi apresentada no primeiro dia da FAPESP Week London, que ocorreu nos dias 11 a 12 de fevereiro de 2019.

“Os órgãos dos suínos são muito semelhantes aos de humanos, mas se fossem transplantados hoje seriam rejeitados. A ideia é modificá-los para que se tornem compatíveis com o organismo humano”, disse Mayana Zatz, professora do Instituto de Biociências da Universidade de São Paulo (IB-USP) e pesquisadora responsável pelo estudo.

O Brasil ocupa o segundo lugar em número absoluto de transplantes realizados, atrás apenas dos Estados Unidos. Ainda assim, a lista de órgãos de espera excedido 41 mil registrados em 2016. Transplantes renais são as que apresentam a maior discrepância entre o número de pacientes em lista de espera e procedimentos efetivamente concretizados: 5.592 transplantes foram antes de um total de 24.914 inscritos. Em 2017, 1.716 pacientes morreram enquanto aguardavam por um rim.

O transplante de órgãos foi uma revolução na medicina, mas ela nunca libertou os pacientes da fila de espera e da necessidade de encontrar um órgão compatível. Agora, o que vem por aí pode ser uma nova revolução.

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