Se os humanos são tão inteligentes, por que fazemos escolhas tão estúpidas às vezes? Foi isso que os cientistas da Universidade de Ciência e Tecnologia da China decidiram responder, usando a física quântica.

A psicologia humana e a mecânica quântica podem parecer tão relacionadas entre si quanto possível, mas alguns cientistas pensam que podem estar mais interligadas do que sabemos. Por exemplo, ambas as disciplinas visam prever como os sistemas indisciplinados agirão no futuro.

O estudo foi publicado na revista Nature Human Behavior em 20 de janeiro.

Nem todos os humanos operam como esperado

As teorias clássicas do comportamento humano na tomada de decisões trabalham para prever que escolha uma pessoa fará com base em determinados parâmetros. No entanto, muitas pessoas não operam como o esperado, como os viciados – da nicotina às drogas.

É aqui que certos pesquisadores acreditam que a física quântica pode entrar e ajudar a prever esses comportamentos humanos inesperados. O biofísico e neurocientista da Universidade de Ciência e Tecnologia da China em Hefei, Xiaochu Zhang, afirmou que “isso pode ser bem explicado pela teoria da probabilidade quântica”.

Zhang e seus colegas analisaram como os conceitos da mecânica quântica podem ajudar os psicólogos a prever a tomada de decisão humana.

Ótimo, agora como a equipe conseguiu isso?

Eles registraram as decisões que as pessoas tomaram em uma tarefa psicológica bem conhecida – a Iowa Gambling Task – enquanto monitoravam a atividade cerebral dos participantes. Ao fazer isso, os pesquisadores descobriram que certas partes do cérebro que podem processar informações de maneira quântica estavam sendo usadas.

Acontece que os participantes saudáveis – aqueles que não fumam, têm algum vício ou não sofreram danos cerebrais, por exemplo – seção do lobo frontal do cérebro, uma parte conhecida por ajudar na tomada de decisões, iluminaram-se durante os testes. Por outro lado, as varreduras do grupo fumante não mostraram hotspots de atividade cerebral vinculados a previsões através da mecânica quântica.

Os pesquisadores observaram que as varreduras daqueles que fumavam ilustravam os prejuízos na tomada de decisão. Dito isto, novas pesquisas são “justificadas”, como os próprios pesquisadores disseram, antes de avaliar se a atividade cerebral de fumantes e não fumantes é ou não realmente diferente.

Talvez a mecânica quântica e a psicologia humana estejam mais ligadas do que se acredita, afinal.

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