Governo Federal decidiu incluir diversos equipamentos de energia solar em uma lista de bens de capital cujos impostos de importação estão zerados até o final de 2021, de acordo com publicações no Diário Oficial da União de hoje, 20 de julho.

O objetivo é ajudar a impulsionar negócios em momento em que a desvalorização do real frente ao dólar aumentou em muito os custos de componentes para geração com a tecnologia, que depende muito das importações.

Entretanto, as poucas empresas que fabricam equipamentos solares no Brasil poderão ver pressionada sua competitividade frente aos importados, que tradicionalmente já possuem vantagens quanto o assunto, de novo, é custo.

A Câmara de Comércio Exterior – Camex, do Ministério da Economia, adicionou à lista dos chamados “ex-tarifários” uma dezena de módulos fotovoltaicos para energia solar, além de inversores e outros acessórios, como componentes dos chamados “trackers”, que permitem que os painéis de uma usina acompanhem o movimento do sol ao longo do dia para maximizar a produção.

Foram beneficiados dezenas de modelos de módulos solares, incluindo monocristalinos e também os bifaciais, além de alguns tipos de inversores trifásicos para sistemas fotovoltaicos e componentes utilizados nos “trackers”, como unidades de controle.

Foram isentas do imposto de importação bombas para líquidos usadas em sistemas de irrigação movidos com energia solar, segundo as resoluções da Camex.

Os impostos de importação para módulos solares são na casa dos 12%, enquanto os inversores pagam 14%, por exemplo, disse à Reuters o presidente da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica, Absolar, Rodrigo Sauaia.

A Associação, no entanto, ainda avalia o impacto das medidas sobre o mercado, disse o executivo, ao destacar que elas envolvem dezenas de diferentes itens.

Ele também afirmou que a associação não costuma se posicionar sobre o tema junto ao governo porque tem como associados tanto fabricantes locais quanto empresas que importam equipamentos.

A inclusão dos novos itens à lista de produtos isentos de tarifa na condição de ex-tarifários terá efeitos a partir de 1° de agosto deste ano.

Instalações de geração solar têm crescido no Brasil nos últimos anos e já respondem por cerca de 3 gigawatts em potência instalada, quando considerada as grandes usinas.

Mesmo assim, a fonte representa atualmente pouco menos de 2% da capacidade em operação no país, segundo dados da Agência Nacional de Energia Elétrica – Aneel, com enorme potencial de expansão nas próximas décadas.

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