Já estivemos conversando, nestas páginas, sobre elementos básicos do desenvolvimento do pensamento criativo para engenheiros, já que a prática do mesmo é elemento fundamental para o sucesso daquele profissional. No entanto, eu sempre me pergunto se estes mesmos elementos não poderiam ser aplicados, em diversos graus, dependendo das circunstâncias, em qualquer uma das profissões atuais ou futuras, ou mesmo na nossa vida do dia a dia…

E como a preparação para a vida se dá pelo sistema escolar e familiar, creio não exagerar se faço algumas reflexões, sem pretensão de esgotar o assunto, sobre estes mesmos elementos aplicados em nosso sistema educacional de modo geral…  Vamos tentar ir caminhando por aí, seguindo a mesma lista que foi utilizada na matéria da semana passada, mais voltada para uma boa prática de engenharia?

1 – Real interesse pelo assunto – o conteúdo ministrado deve sempre estar adequado ao nível apropriado dos aprendizes, para fazer com que se interessem pelo mesmo… E a capacidade de absorção dos aprendizes também deve ser levada em conta, é claro. E mais, deve sempre ser explicado para que serve, na vida do dia a dia, e mesmo no futuro… É difícil aprender algo que não se sabe para que serve!

2 – Amplo conhecimento – outro problema, muito notado no sistema escolar atual: o excesso de conteúdo! Seria muito mais eficaz selecionar, em cada nível de aprendizagem, o que realmente é necessário, e explorá-lo bem, até que o conhecimento seja apreendido de modo pelo menos satisfatório;

 3 – Liberdade para pensar sem censura – devemos deixar com que nossos aprendizes e educandos falem ou perguntem o que desejarem, e tentem resolver o que lhes foi proposto também da forma que desejarem. Uma pergunta ou questionamento em princípio sem muita relação com o que está sendo tratado pode dar margem para interessantes discussões sobre o tema ou para a vida…

4 – Imaginação – devemos deixar com que a imaginação “corra solta” no ambiente educacional – devemos até provocar isto, com perguntas interessantes e debates criativos. Isto manterá aceso o pensamento criativo de nossos aprendizes ou educandos, e manterá também um ambiente arejado, sob o ponto de vista mental… Por que não começar uma aula com um fato real e atual, bem interessante ou mesmo polêmico, sobre o assunto a ser tratado? 

5 – Coragem, ousadia – devemos incentivar nossos alunos ou educandos a uma participação bem ativa, deixando-os livres para pensar e propor coisas novas, até mesmo assuntos novos a serem tratados, na hora ou em futuro próximo…

6 – Finalmente, bom humor – porque aprender, embora difícil e trabalhoso, é divertido, e é muito bom, desde que se logre uma aprendizagem real, não “decorada”…  E com os recursos tecnológicos dos quais dispomos atualmente, sempre haverá possibilidade de criar algo divertido, como debates e certames virtuais, jogos interessantes, etc.

Grandes desafios para o sistema educativo atual, não é? Mas será possível ir mudando-o, com calma, mas com determinação – e quem sair na frente nestas mudanças, mesmo que pequenas a princípio, terá grande sucesso! Boa luta por um sistema educativo melhor e mais eficaz!

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