Se pensarmos bem, vivemos inseridos em um sistema ou conjunto de métodos de como viver a vida, fazer as coisas, exercer práticas, conformar-se com modelos, padrões e costumes, etc., que nos foram inculcados naturalmente por nossa educação, vivência familiar, práticas de vida, experiências pelas quais passamos, e assim por diante…  De certo modo, é esse tipo de “bitola mental” que nos conduz ao longo da vida que podemos chamar de “paradigmas”… E como é difícil sair deles, ou mesmo “navegar”, mesmo que seja por pouco tempo, fora deles…

Daí, uma mudança de paradigmas, que pode ou deve acontecer em diversos momentos ou contextos de nossa vida, não é fácil… E algumas vezes tais mudanças são forçadas por fatos usuais que nos acometem, introdução de novas tecnologias, ou mesmo alterações de estilo de vida na sociedade. Mas são inevitáveis… Por exemplo, estamos vendo as grandes dificuldades que as pessoas mais idosas e simples estão tendo com o sistema bancário, ou com as redes sociais…

No entanto, a rápida introdução de tantas novas tecnologias em nosso dia a dia está produzindo muitos impactos na nossa vida e na sociedade, o que naturalmente  provoca grandes mudanças de paradigmas. Gostaria então de comentar algumas delas, pois conforme o caso, se não aceitarmos e vivermos plenamente esses novos tempos e então tentarmos alterar nossos paradigmas mais comuns, vamos correr o risco de perdermos oportunidades e termos grandes prejuízos…

Comecemos então com uma visão do panorama em geral. Até 2020, os ambientes, nacional e mundial, estavam caminhando com relativa estabilidade, evidentemente sofrendo mudanças progressivas, embora mais rápidas por efeito da introdução das novas tecnologias… E tais ambientes até que estavam relativamente previsíveis.  Agora, não está mais assim tão tranquilo: as mudanças aceleram-se, provocando descontinuidades e até mesmo turbulências. Estamos constatando restrições de viagem, novos meios de se trabalhar, nacionalismo exacerbado, graves problemas políticos e sociais, muitas vezes provocados pelo mau uso das redes sociais. E elas, por sua vez, cada vez mais se expandem… Como estamos reagindo a isso? Estamos atentos e procurando nos adaptar?

As organizações, por sua vez, trabalhavam tentando se organizar melhor, mas ainda mantendo paradigmas antigos, oriundos da revolução industrial, nos quais predominava o organograma rígido, o isolamento entre si, a independência nos negócios, a competitividade exacerbada. Agora, para procurar mais sucesso, deverão se adaptar para criar um ecossistema em torno, no qual todos se ajudam e colaboram. Gerências em rede, formação de times com os colaboradores, gerência participativa e atuante, são agora fundamentais para maior adaptabilidade ao ambiente negocial atual e futuro… As empresas deixam de serem “máquinas”, para se tornarem mais “humanas”…

Outro aspecto a considerar nestas reflexões é o conhecimento… Antes, podíamos considerar que seu crescimento era praticamente linear, seguindo a cadeia proporcionada pelo sistema escolar. E, em nível superior, poderíamos também considerá-lo com oferta mais ou menos restrita, embora existam esforços para melhorar essa situação. Entretanto, com o advento de novas tecnologias e de novas possibilidades de carreira, aliadas às modificações nas organizações e na força de trabalho indicadas no parágrafo anterior, a necessidade de acesso ao conhecimento tem aumentado, e de modo muito rápido… E aí entra uma pergunta crucial: nosso atual sistema escolar está aberto e disponível para adaptar-se a este novo paradigma? É algo para ser pensado…

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