Afinal de contas, como já afirmei, o engenheiro é um inovador por natureza. É ele que gosta de “quebrar a cabeça” em busca de soluções criativas para os problemas da sociedade – e sempre foi assim, desde o início dos tempos… Daí, ser a engenharia uma das profissões mais antigas do mundo!

E, para “engenheirar”, são elementos fundamentais do processo inovativo: a visão da necessidade a resolver, e mesmo do mercado onde o profissional atua; a utilização do pensamento criativo; a utilização dos conhecimentos adquiridos e oriundos de sua experiência; e a capacidade de realizar a solução, de tirá-la da cabeça e colocá-la em prática, bem como, e cada vez mais, a aplicação da ética, pois sempre a solução deve beneficiar a sociedade.

E seus companheiros nesta jornada são os pesquisadores, que lhe oferecem novos métodos de trabalho e novas tecnologias passíveis de utilização; os parceiros e colegas, que lhe permitem discutir e questionar as ideias – atualmente, a tecnologia é tão vasta que é impossível saber tudo sobre ela; os investidores e incentivadores, que apoiam financeiramente a colocação da ideia em prática, e o apoiam e o incentivam a continuar na jornada criativa; e seus colegas de equipe, que constroem e testam, se for o caso, a solução, e o realimentam de novas ideias… Que time!

Mas se nos aprofundarmos no processo de “engenheirar”, podemos constatar que seu cerne é o pensamento criativo, que é desenvolvido e trazido à utilização prática por algumas condições básicas, que são:

1 – o real interesse pelo assunto, o prazer de trabalhar nele, ou mesmo a necessidade de resolver questões descobertas no processo de busca da solução ou que lhe forem apresentadas;

2 – amplo conhecimento da área na qual o assunto a tratar está presente; tanto o conhecimento “técnico”, quanto o “político”, ou seja, para onde caminha a área envolvida, quais são as tendências dominantes…

3 – Liberdade para pensar sem censura, libertando-se de paradigmas já fixados, ou enfrentando determinações externas;

4 – Imaginação: quem sabe, para iniciar uma solução inovadora, pensar em coisas até extraordinárias, malucas, absurdas?

5 – Coragem, ousadia – para sempre estar à frente, para percorrer caminhos ainda não trilhados por outros;

6 – Finalmente, bom humor – porque criar é divertido, é muito bom… E errar também, desde que traga aprendizado, e mostrar novos e interessantes caminhos.

Finalmente uma ótima sugestão que nos foi dada por Kristen Nygaard (1926 —2002) –  matemático norueguês, e um dos pioneiros em linguagens de programação:

“Você deve continuamente tentar desenvolver sua mais importante ferramenta. Você mesmo e seu ‘equipamento de pensar’.”

Legal, não?

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