Que assunto interessante, este de como se organizam os diversos níveis de aprendizagem segundo a famosa Taxonomia de Bloom, já explorada nos dois “Engenharia em Pauta” anteriores! Para a melhoria do ensino em geral, e particularmente para a formação em engenharia, ela nos oferece um mundo de oportunidades para que esta tarefa seja cada vez mais eficaz!

Depois de conversarmos um pouco sobre os primeiros níveis desta taxonomia, que partem das habilidades em nível inferior, e que são Recordar, Entender, e Aplicar, ainda temos que considerar as outras habilidades que já estão no campo das habilidades de ordem superior, e que são:

  • Analisar: comparar, organizar, estruturar, integrar, comparar, etc.
  • Avaliar: revisar, criticar, formular hipóteses, experimentar, julgar, etc.
  • Criar: projetar, construir, planejar, produzir, idealizar, elaborar, etc.

Mas é sempre importante citar que esta classificação não diminui e nem aumenta a importância das três primeiras “habilidades” a adquirir com o processo de aprendizagem. Todas elas são importantes, e muito! E também sempre verificamos que ao longo do processo elas se mesclam e podem apresentar uma ordem menos rígida, dependendo do caso, e mesmo do aprendiz… O que está bem claro é que, quando o aprendiz, já tendo se desenvolvido nas habilidades anteriores, já estando então podendo criar no campo desejado em sua aprendizagem, estará definitivamente em um nível que lhe permitirá caminhar sozinho… Terá realmente aprendido! Que bom!

Caberá ao docente e educador oferecer oportunidades para que o aprendiz ou educando navegue e pratique as habilidades mostradas, melhorando ainda mais sua aprendizagem. Na de Analisar, será ótimo que ele forneça ferramentas e desafios que permitam ao educando analisar e organizar os conhecimentos que vai adquirindo. Recordações de conteúdo, bem estruturadas, podem reforçar os níveis anteriores e propiciar analisar o que já foi aprendido, por exemplo… Com as ferramentas virtuais, será possível, por exemplo, obter informações de diversas fontes, compará-las , analisá-las, estruturá-las, integrá-las, e assim por diante!

No quesito Avaliar, muito do que foi proposto no parágrafo anterior pode ser usado. Ao colher as informações e analisá-las, é preciso usar espírito crítico para validá-las, julgar a qualidade das informações, analisá-las a fundo, e, formulando hipóteses, resumi-las, e “sugar” o conhecimento que nelas está presente… Com as ferramentas virtuais, está na hora de publicar conclusões, submetê-as à discussão, etc.

Finalmente, no quesito Criar, gostaria de citar um provérbio chinês, que para variar, encerra milênios de sabedoria: “sem a experiência nunca teremos o conhecimento pleno”. De fato, ninguém aprende a andar de bicicleta sem levar alguns tombos – realmente é impossível ensinar alguém a andar de bicicleta apenas com aulas expositivas e slides!  No caso da engenharia, praticar esta habilidade é mais fácil: desafios sob forma de pequenos projetos, ou mesmo grandes realizações em grupo, poderão propiciar grandes ganhos em aprendizagem real, e grande motivação para os educandos de hoje.

E, finalmente, um recado Importante: tente, professor, você vai gostar, e mesmo se sentirá mais motivado! Deixe o Benjamin Bloom orientar o seu trabalho, use a criatividade, e verá o “brilho nos olhos” de seus alunos aparecer outra vez! 

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É graduado em Engenharia Elétrica (Instituto Nacional de Telecomunicações – INATEL), e pós-graduado em Docência do Ensino Superior em Educação. Foi professor, desde 1964, em diversos cursos técnicos, de engenharia, e de extensão, em diversas áreas técnicas, bem como em empreendedorismo e inovação. Também criou e coordenou diversas atividades ligadas ao desenvolvimento do empreendedorismo, no Inatel. Atualmente participa de programas de extensão e pesquisa ligados ao empreendedorismo, criatividade e inovação.